a primeira metade da imagem é um projecto tipo B    a parte de baixo da imagem são um exemplo da aplicação  dos paineis solares para os pavilôes frigorificos do MARL 


Dicas para quem receia investir no PRIMEIRO EQUIPAMENTO PARA A PRÁTICA DE DESPORTOS OLIMPICOS E DE LAZER.


  • Portugal e a Grécia são os únicos Países Europeus que não têm uma Pista de Gelo de carácter permanente e com as dimensões que permitam a prática das cinco modalidades Olímpicas em vigor.

Até o País que no passado insistimos em conquistar tem uma.. Sim, Marrocos tem uma pista de gelo autêntica!


  • Lisboa para além de Atenas são as únicas Capitais  Europeias que não têm uma Pista de Gelo de carácter permanente e com dimensões que permitam a prática das cinco modalidades Olímpicas em vigor. 
Madrid tem várias....

Mas então o que se passa connosco...?

Qual a razão para que nunca tivesse havido um investimento nessa área? Reparem que...
.. Nem Estatal nem Privado!                  Medo? ..... (...só somos arrojados pelo mar adentro e temos medo do frio ?)
....Preconceito? 

Se me permitem.... No meu ponto de vista há várias formas de provar a um Promotor muito receoso da aplicação económica ou mesmo do  negócio com este equipamento (pista de Gelo) num  País quente como o nosso é um bom investimentos.    E num futuro próximo um grande êxito a todos os níveis.

Em minha opinião basta que: 
  1 – Provar, através de um estudo económico e sua apresentação, que uma boa gestão de funcionamento criará a curto prazo lucros que ultrapassam rapidamente o investimento e a dispendiosa manutenção energética.
Temos bem perto de nós um bom exemplo_  O mais recente recinto onde os Linces Lusos ( equipa de hóquei no gelo de Portugal) vão jogar ... _Em GRANADA!

2 - Provar que é possível baixar o custo da manutenção, do equipamento e da construção da obra permitindo ao investidor uma maior tranquilidade na Gestão, que se pretende também sustentável, mas que de facto tem alguns riscos por não estarmos num País com tradição nas modalidades praticadas em recinto de gelo e por sermos um povo com preconceitos infundados em relação a uma pista de gelo.


É do segundo ponto que, como arquitecto, vos vou falar. Deixo o primeiro para os Gestores, Economistas e Profissionais da área. Ok?


No ponto 2 entendo que há ainda dois modos de abordagem.

Uma forma que há anos me parece óbvia de abordar o aliciamento para a obtenção de pistas de gelo neste País solarengo e de temperaturas amenas.

A maioria dos residentes no nosso Pais tem a ideia estabelecida de que somos "uma linda terra de pescadores, muito sol e extensa costa com muita areia e praias". Em parte é verdade... E a Serra da Estrela e o Gerês não são Portugal?

No imaginário e na fantasia de grande parte dos portugueses a palavra GELO não existe nem mesmo nas terras frias como a Covilhã, a Guarda ou Bragança... Mas, vamos ao Google e podemos descobrir que todas essas terras tem grandes piscinas Municipais, que como sabemos para aquecer precisam de excessivos gastos de energia.

Realmente nunca temos temperaturas de 50º negativos, como acontece nalgumas cidades do Canadá ou do Norte da Europa. 

Pensamos que o desporto tradicional é a bola em campos relvados (como sabemos, muito caros em manutenção) e que como lazer devemos praticar desportos de praia como o surf. (onde agora a Nazaré é rainha).

Nunca se fala dos Campeonatos de Esqui ou de Snowboard na Serra da Estrela, e eles ACONTECEM com frequência :)

Quais são então em minha opinião as duas formas mais fáceis de aliciar Promotores para a construção de uma grande infraestrutura sem tradição nem (ainda) motivação no actual contexto Nacional?

Então:

A - Para os Promotores Privados de facto o exemplo do recinto novo de Gelo da cidade de Granada onde actualmente estamos a realizar o torneio é o mais apropriado, se juntarmos as energias sustentáveis alternativas (como por exemplo os painéis fotovoltaicos que podemos ver na imagem que adiciono do MARL - Mercado Abastecedor de Lisboa).

E se a construção tiver em consideração bons materiais térmicos Nacionais de revestimento e contenção térmica, como é o caso da nossa cortiça, tanto melhor.

Para além das Tecnologias Solares, ditas activas de aquecimento de água e de produção de electricidade (fotovoltaica), aconselhamos para o nosso clima a utilização das chamadas tecnologias Solares Passivas - CLIMATIZAÇÃO NATURAL DOS EDIFÍCIOS POR VIA SOLAR PASSIVA.

Tudo isto dilui os riscos de investimento e de manutenção se por outro lado, como já muitos de nós propomos, houver um "Estudo de Viabilidade Económica" e de exploração bem estruturado e realista para a amortização rápida do capital investido. (O ponto 1 descrito de início).

B - Um outro meio de se conseguir a manutenção sustentável deste dispendioso equipamento para um Pais onde de facto as temperaturas raramente descem abaixo dos 0º é a aplicação da vantajosa "lei da termodinâmica."

Em que consiste a aplicação da TERMODINÂMICA?

Seria maçador descrever, mas muito simplesmente podemos referir que para se produzir calor é necessário libertar frio... Afaste o frigorífico de sua casa da parede e vai reparar que por trás ele deita frio...

Então temos frio e calor na mesma maquina produzidos por uma fonte de energia.

Assim, uma entidade Pública ou Organismo Institucional que pretende construir ou recuperar uma piscina Municipal (que necessita da produção de Calor) Vimos nós e sugerimos: -Senhor Autarca (Presidente de uma Instituição de Utilidade e Benfeitoria Publica), porque não encosta a sua piscina a uma pista de gelo (que necessita de frio) e, empregando os princípios termodinâmicos satisfaz dois equipamentos ao repartir os gastos, realizando o sonho de muitos cidadãos? :) 

E se a fonte de indução de energia, os materiais e os métodos construtivos forem os mesmos dos aconselhados no ponto (A) temos uma optimização na Obra.

Atenção que no ponto A nunca aconselhamos a construção de dois dispendiosos equipamentos (a piscina!) quando só se deseja um - a Pista de gelo... Seria uma loucura...
No ponto B a pista vem por acréscimo e sedução porque já houve uma vontade e uma adjudicação para uma piscina... Faço-me entender? 

Não é fácil explicar isto :)


Pista de gelo versus piscina. Duas construções? Já pensaste que podem estar no mesmo imóvel com uma única cobertura, fundações e infraestruturas?

Há de facto o gasto acrescido num novo equipamento mas depois a Edilidade Pública fica com dois elementos de persuasão e gratificação para a População a um gasto energético sustentável - ou seja, o mesmo indutor de energia com a aplicação dos princípios termodinâmicos aconselhados, satisfazem e rentabilizam 2 equipamentos essenciais e primordiais para os portugueses - UMA PISTA DE GELO Municipal e uma piscina Municipal :)


Eliseu33

Bike - (bicicleta)
O nome é inglês mas o objecto é universal, transversal a culturas e modos de vida. Desde que se conhece este objecto como meio de locomoção que os seus adeptos aumentam exponencialmente. Ela é de facto um dos mais promissores objectos de desporto, meio de locomoção e de prazer.

É com a sua tecnologia sempre evolutiva mas derivada da sua simplicidade que continua a ser um objecto de acesso fácil a todas as bolsas mesmo quando muitas vezes a envolvam com as mais avançadas tecnologias ou materiais de ultima geração.

Assim chamar-lhe bicicleta é redutor porque somos só 270 000 000 pessoas no mundo a falar Português e os que leem a palavra BIKE já são pelo menos 500 000 000!



Rides – (passeios)
Como sabe se nos lê, faço passeios temáticos de bicicleta por Lisboa procurando elementos curiosos de cariz antropológico, social, cultural ou histórico que nos aliciem.

Para a observação ser mais profícua habitualmente só há um tema em cada passeio, e também simplificamos ao ter em cada temática um número limitado de objectos para analisar.

Desde há 7 anos que tenho esta paixão e desde então já realizei com a ajuda dos amigos BiclaLx mais de 100 passeios organizados com essa grande componente filantrópica que referimos e tendo como objectivo unicamente  desvendar o que os mais consagrados olissipógrafos guardam nos livros das suas estantes.

Rota dos Poetas, Pelas Quintas de Lisboa, Rota da Arte Publica, Por Conventos e Palácios, Prémios Valmor, Rota por Cheiros e Sabores, por Mistérios e Segredos da Cidade, Rota pela Arquitectura do Ferro em Espaço Publico, Por Galerias e Museus, Rota por Locais de Culto, Rota da Água ...Foram alguns passeios que realizei cm o BiklaLx. De há 3 anos para cá faço os com o grupo EliseuBike

City of Lisbon (cidade de Lisboa)

Temos "limitado" os nossos passeios a Portugueses mas não é justo, pois somos pessoas abertas a culturas variadas, novas tendências, a todas as idades, credos e meios e modos de vida diversos.
Só temos uma dedicação, conhecer os segredos e a cultura que se esconde na cidade usando como deslocação a bicicleta...
Ah! também temos outra limitação! Pretendemos sempre que os participantes não passem dos 10 elementos para que desse modo o interacção entre os seus elementos aconteça. Contudo, não desejamos menos de cinco ciclistas nos passeios para que a energia seja de grupo.

A cidade de Lisboa tem de tudo a todos os níveis.
Desde sempre acolheu e misturou culturas de todos os povos que a procuraram e por cá passaram ou se estabeleceram. Todas essas variedades de raças, religiões e hábitos, características e correntes de pensamento, prevalecem actualmente entre nós e fazem de Lisboa uma das mais cosmopolitas e heterogénea cidade do nosso planeta.

Temos um tesouro entre nós e adoramos desvendá-lo nas suas mais secretas idiossincrasias culturais e sociais e partilhar com quem como nós se entusiasme em fazê-lo.

Queres organizar um passeio por Lisboa.?
..Contacta me por aqui ou liga o 968952775
Eliseu33

Por que sinto encanto e fascínio sempre que num bar da Andaluzia, encostado ao balcão, distraidamente, observo os cartazes das paredes?
O regozijo não está no sabor das "tapas" ou nos sons de conversas excitantes que me rodeiam - disso tenho a certeza! Há um outro mistério disfarçado de exaltação sempre que nesses bares Andaluzes os meus pensamentos divergem para outros lugares onde também estão registadas as tardes fatais de certos toureiros que se transformaram em mitos! Morrer na arena não é uma boa composição nem tem grande estética, mas cria emoção, muita paixão e deslumbramento nos chamados de aficionados. Nunca me considerei aficionado, mas observo...e admiro um matador.

A arte, se a houver, só a encontraremos  na "faena": misto de técnica, perfeição, rigor, medo e respeito! No movimento... na vibração das emoções... no entusiasmo pungente entre o perigo e a certeza ou na linha que separa o desregramento das sensações da vertigem registada no despudor da insanidade humana! A festa virá do excitante confronto contido entre a vida e a morte... essa imagem do touro negro envolto em sangue vivo é o fim, a imagem bela ou feia, mas cruel, a desolação tal como um dia a teremos que encontrar... é forte, é negativa - como também a pode ser alguma da arte!

Em minha opinião, o fim das TOURADAS pode nem representar uma perda cultural, uma vez que é evidente que as tradições violentas tenham de ser gradualmente extintas, num quadro de evolução civilizacional. Então o que se irá perder é a Festa (não confundir com espectáculo!), a simbologia de bravura e dignidade. PERDEM-SE as reminiscências da cultura marialva face à inevitável prepotência da morte e da diversidade masculina…e desaparecerá com ela o valor simbólico do poder machista. Talvez, futuramente, a estratificação social também se atenue e endureçam outras formas de culturas. Talvez também a nobreza e o poder se desvaneçam e tudo se torne muito mais igualitário… mas vamos perder o último júbilo (a guerra, essa, é que é só atrocidade!) de assistir a rituais de vida e morte de dimensão mitológica.

O imaginário masculino de poder, regozijo e honra tenderá a debilitar-se perante a contradição e alguma (muita ou pouca) mesquinhez da identidade masculina. As culturas mudam e transformam-se por serem multifacetadas e nascerem de convicções filantrópicas.

Adoro ver um Matador… Sei que “peco” por gostar do agora classificado de ignóbil e monstruoso! … As violações, a fome e a tirania não as tolero jamais… mas as TOURADAS que desapareçam de cena lentamente…assim como se morre de velhice.

Peço desculpa por simpatizar com essa VIOLÊNCIA.
Eliseu33

PPummmm ...

UF! ...Já está... Que  BURACO!

Paro, olho o pneu e o aspecto geral. ...Parece a mesma bicla...

Vinte metros à frente confirma-se o meu receio. Bicicleta inválida...

E inicia-se um processo que na montanha não me importava de fazer mas que na cidade abomino.

Junto com a natureza criada pelo Divino o imprevisível furo criava um momento de pausa e poesia. Olhava as árvores e o céu, RESPIRAVA FUNDO, a paragem era bem-vinda e graciosa.

Era um momento quase mágico...

Na cidade o furo cria-me desespero... Já não vou chegar a tempo a tal lugar! O tempo está medido... Não olho, procuro é concentrar-me. Sou olhado.

Se o ciclista ainda é a figura frágil na antropologia de uma urbe, um ciclista dobrado sobre um objecto que tem andado a conquistar o estatuto e símbolo de flexibilidade, e que nas grandes cidades começa a ser o verdadeiro objecto para um circular ecológico, económico e rápido, no dramático momento em que não circula, alia-se a fragilidade à impotência.

O objecto laudativo que se tem mostrado indutor de prazeres, vira desventura, foco de desespero, ponto da curiosidade de transeuntes com a cabeça cheia de preconceitos negativos sobre a bicicleta e a cidade. E aí estou eu a dar-lhes razão.

Remendos no chão junto à roda, a câmara de ar, a bomba, tudo certo.

Começa o ritual, espero que os elementos  funcionem, que o actor se lembre do papel e se torne isto um evento minúsculo... Que me liberte rápido...

Num outro episódio semelhante mas em que o furo não me veio cumprimentar, observei a beleza dos buracos da cidade.

Se em Paris por baixo do pavimento temos a praia (em Maio de 68 quando os estudantes revoltosos levantavam a calçada e apedrejavam a policia ficava no pavimento a areia!) em Lx por baixo de 10 cm de betume negro temos a arte... A arte do empedrado, a calçada gigante que também dá pelo nome de paralelepípedo... Só depois dessa arte talvez a Praia!

Na "remendação" ou substituição das borrachas no BTT,.orgulhava-me de ser dos mais rápidos. Fazia aquilo com prazer.Mas agora a visão necessária para alcançar o micro furo ou o ouvido para detectar o som do fino sopro já não são os mesmos! ...Coisas da idade.

E esse simples facto decora uma agonia que cria um impacto violento na franja dos nervos à flor da pele, e nasce uma raiva miudinha... Que raio de tecnologia que ainda não criou a solução para manter sempre a pressão e afastar a depressão… Eh! eh!

Noinverno os buracos surgem como cogumelos, e de facto, segundo o consenso popular, os cogumelos e os buracos nascem com a chuva... Se chove, e as depressões no solo (os buracos) cresceram  mais rápido que esses fungos.

Num passeio em que pedalava ao lado de um sábio economista, aproveitei para divagar sobre a crise económica actual…

- Bom... Há basicamente dois modelos que se sobrepõem… Bla… Bla... Dizia-me ele...

E fiquei a perceber que uma economia também poderia evoluir tendo um estado providência cautelar, amigo dos seus funcionários, dando empregos para abrir e fechar buracos (segundo o exemplo de um celebre teórico) sem ter de os afastar da concorrência do mercado despedindo-os. Teoria contrária à do actual governo, dizia-me ele.

Olhei de soslaio e vi um buraco de 10 cm de profundidade, e pensei... Parece-me que há uns anos os buracos não eram tão profundos... Terá a ver com a fraca produção e com os materiais de execução da via ou com a intensidade e agressividade dos seus utilizadores? Necessitamos de gente para os fechar porque eles nascem como cogumelos, espontaneamente.

Mas adoramos buracos na montanha... Muita e solta pedra, raízes que venham, mesmo traiçoeiras. Valas, regos, pedra grande, pedra pequena… Na montanha são o máximo!


Quando há tempos fui buscar a Proflex que me deu os primeiros grandes prazeres nos trilhos do interior de todo o País, andei a recordar esses belos momentos que me deu, mas nas vias que ela nunca conheceu... (na cidade, entenda-se) E rápido me apercebi que uma bicicleta de montanha é a bicicleta ideal para uma cidade como Lisboa... Uma cidade que automobilistas votantes e políticos sensíveis gostariam de manter plana e lisa.

Refiro-me ao estado do piso, evidentemente.

Confiança, segurança, versatilidade em todas as manobras, é o que uma tipa montanhesa nos dá.

Porque persistimos nas biclas rígidas de roda fina para Lisboa?

É um fenómeno cultural e não de bom senso!...

Já aprendi a reclamar sempre que num edifício publico ou do Estado os seus funcionários não são sensatos com os novos elementos da mobilidade saudável e económica. E aí viro escriba e passo uns minutos a redigir um texto que me apazigua com a minha consciência...

Reclamar com a CML pelos percalços que me causam a falsidade e traição de um piso tido por liso e seguro, humm? Reclamar de um piso que me surpreende pela sua ineficácia ao meu mínimo desvio de atenção para qualquer outro ponto, outra ameaça... Ou mesmo possível conflito e perigo.

Não estou seguro de que usar "uma todo o terreno" em Lisboa seja como correr com um tractor numa pista de formula um. Agora todos  temos os formulas um mas falha-nos a pista.

Fiz hoje mais uma visita a uma cratera que me arrebentou com a sensibilidade.

O barulho seco, a dor e a culpa da falta de previsão, desenharam um mapa insensato que um livro de reclamações poderia conter.

Sem saber onde rabiscar a revolta e a reclamação escrevi aqui. Foi a forma de apaziguar.


Eliseu33
Texto escrito há 3 anos após um tralho seguido de furo!











Pedalada sem furos, é o desejo deste vosso azarado ciclista e coleccionador de incertezas!





Francisco Martinho (1030.1992) o meu FADISTA 
Talvez por ser gajo enternece-me  ver as mulheres em movimentos harmoniosos a interagir nos chamados transportes desprovidos de energia  mecânica.
Ou seja, em elementos quer vivos e orgânicos - os equídeos - quer produzidos pela tecnologia - a bicla.
Adoro olhar uma mulher montada num cavalo... É de facto de uma sensibilidade muito grande para o ciclista que vos escreve, mas quando numa bicicleta todas as palavras à frente destas não a conseguem descrever... (sorrisinho maroto)!
Vou tentar descrever o indescritível...
Uma mulher a pedalar é de uma elegância que me deixa boquiaberto, olhando o seu sempre ligeiro movimento rotativo e progressivo...
Mesmo quando sobem por declives que bem pouco tempo antes  ultrapassei, a repousar penso:
- Nunca o fazem dobradas em esforço ou com aquela palermice de gestos desengonçados e quase descoordenados com que o fazem os machos, mesmo se dum velocista homem falarmos.

Uma  mulher ao volante de um carro ou numa mota é vulgar, ultrapassa e até "superlativisa" os cavalheiros (sorriso).
O gesto de pegar no volante e nas “manetes” de velocidade foi criado pelo mundo masculino, só pode. É rude e até agressivo!
De uma verdadeira mulher ao volante recordo com carinho uma senhora que conheci quando jovem, era a madrinha de casamento de um familiar muito próximo, Peixeira em Setúbal, a sua orgulhosa profissão.
Mulher muito activa e desinibida sempre em grande tarefas e objectivos diários inadiáveis como se fosse resolver os problemas do Mundo!
Atravessava nesse tempo a cidade sempre ao volante de um Mercedes ultimo modelo. Por tantos comprar acabaria por se casar com um charmoso director comercial da marca!.
Cá para mim o vigor matinal da Lota criou-lhe arremessos de férrea urbanidade.
Da memória saco que nesses anos era provável que existissem os mesmo engarrafamentos que havia antes destas crises económicas. Talvez por haver menos entradas e saídas da cidade, talvez por as vias existentes estarem ainda carentes dos parcos desenvolvimentos dos engenheiros de tráfego. Talvez porque os veículos motorizados que pelo centro andassem como que sitiados estivessem!
Lembro com um sorriso na recordação os adjectivos injuriosos, o mais machistas que se possa imaginar, que ela lançava indiscriminadamente aos distraídos ou presunçosos condutores da altura, já com as mesmas características dos actuais...
Ainda tenho presente os desenhos que os seus braços e dedos cobertos de anéis, pulseiras e joias de ouro e pedras preciosas, faziam no ar e bem fora da janela. E o som a acompanhar saído da sua orgulhosa atitude...
Palavras feias não se devem dizer ..mas aquelas pareciam bem encaminhadas e que satisfação me dava observá-la!
Hoje, de um modo mais cândido, olho todas as "Marias Bicicleta" com a mesma especulação das mulheres que montam cavalos... A beleza do conjunto é semelhante... Parecem cândidas, modernas, e com toda a suavidade feminina.
Mas sinto saída delas a mesma força no meio do expressivo trânsito urbano em direcção a todos os cantos da cidade, tal como há anos a madrinha dos meus familiares queridos... Os anéis, as pulseiras e os vitupérios transformaram se em suaves ondas de integração e harmonia com as ruas e com os outros veículos, mas a imposição mantém se forte e em inalienável e sedutora sobranceria... Soberania!

Texto teclado em 2014
 PEDALAGENS HARMONIOSAS

Nesta proposta de passeio visitamos  7 locais...7 maravilhas de Lisboa .

..Foi a melhor rota de sempre....:)

Foi  a rota MAIS SUAVE que  realizamos nestes ultimos 7 anos a passear suave por Lisboa....:)

..Sim ..sim...e ...Foi a rota MAIS BELA que alguma vez idealizamos



Estão ver algumas fantásticas fotos do passeio tiradas  pelo  nosso amigo Ricardo Reis 








Além da maioria dos pontos que   visitamos estarem  a uma elevada altura  estética e fisica ,   chegamos e eles sem darmos por isso  usando a  morfologia do terreno ou meios mecânicos _ só elevadores_ nada ainda de biclas electricas.....


O  maior segredo já conhecido por todos os ciclistas urbanos que pedalam todos os dias como os Amigos EliseuBike  é de como ver Lisboa de cima sem nos darmos conta que subimos .....Simm

Adicionar legenda
 ....e no fial houve um ponto alto com muito sabor! :)



Gostam do trabalho gráfico do meu colega da arquitectura e dos  Urban Rollers _  Anton Kharchenko ?..

é um cartaz bonito , não é ? ,,,, o Percurso merecia :)

 "Lisboa das sete colinas" é um mito falso cheio de infinitos perconceitos...!


cartaz de anton kharchenko

Saudações Desportivas _ Eliseu33


Pedalava com os pensamentos.... e o desejo  de chegar ao computador e entrar no mundo digital


Agora temos uma duvida e carregamos numa tecla e entramos na maior biblioteca de sempre _World Wide Web_ internet...:)
uff
Andamos a perder a magia do tempo necessário para descobrir e analizar as incógnitas, duvidas ou segredos!

...Um dia destes saio da frente do cmputador e passo uma tarde na Biblioteca Nacional tranquilamente como quem ainda está a meio de uma tese de doutoramento! :)

..."Mas onde vives, caro amigo?"
Digo de mim para mim já em voz alta enquanto olho um dos raros sinais vermelhos que confronto e espero !...   E surpreendo o puto arrogantemente engravatado que passa apressado na passadeira !

E de repente na distração, as minhas recordações dispersam.
É sempre por esses caminhos que muitas vezes me interrogo sobre se a velocidade com que desbravamos a cultura ou as distâncias entre espaços desejados não nos estará a tornar seres mais cultos, certamente, mas também mais ansiosos e extremamente avidos de tudo, inclusivé do tempo?

O meu meio de deslocação é lento mas percebo perfeitamente que a velocidade é uma exigência quase espiritual para onde a tecnologia nos vai empurrando... Desejamos possuir o tempo todo do mundo desfrutando da maior quantidade possível de espaços!

Mas depois ficamos sem tempo... E até já somos clientes de bancos do Tempo!
E os espaços tornam-se incompreensíveis ou abstrações!

Se não fazemos retiros de contemplação ou ioga, vamos para ginásios, inventamos emoções ou criamos atos que por se realizarem em exagero quase me atrevo a apelidar de mesquinhos, mas que nos tornam quase épicos e nos identificam com magnânimos heróis! Estou a referir-me à grande proliferação jogos eletrónicos!

Porque sempre que pego na bicicleta recuso a deslocação rápida e confortável?

Talvez já há uns anos esteja à procura da simbiose que tempos de expressão diferentes necessitam.
O tempo da expressão do corpo e o tempo da contemplação dos agentes interiores!

Quais as exigências mais significativas na complexidade do eu?

Tenho resumido as minhas deslocações a uma interminável peregrinação. É nessa distância lenta que procuro a associação do corpo com o espírito.

Outros dizem que é a dialética do corpo com a alma, mas eu, com o sapato no pedal, prefiro dizer que em todos os quilómetros que faço o que procuro é a satisfação saída de dentro para fora pelos rascunhos expressivos de todos os órgãos corporais que para me deslocar têm que agir comigo e em função da minha pessoa.

Há como que um libertação de todas as entropias, uma expurgação da desordem.

Ou seja tento manter o corpo como maquina da mobilidade e sempre bem associado com a impertinente estrutura  mental.

E é a pedalar volto a olhar a cidade e a deixar o pensamento para trás
:)
E33