Sabes que a ciclovia que atravessa o vale de Alcantra já existe ?
Sim existe mas está  é encerrada ! :)

O Aqueduto das águas Livres é considerado uma das mais notáveis obras de sempre da engenharia hidráulica de águas aduzidas e um dos raros e mais complexos abastecimentos de água do século XVIII. ...                               

 Há que lhe dar valor, sem duvida, não somente como peça museológica para admirar mas também como obra útil e pratica como ainda pode acontecer no Vale de Alcântara :) . Para tal basta recuperar a ligação para pessoas e bens em deslocação suave como alias esteve programada desde a origem do projecto .

.É uma pena que o belo Aqueduto das Aguas Livres na zona quase intransponível  Vale de Alcântara tenha deixado de ser viaduto para pessoas e bens (a que hoje chamamos Pedestres e Veículos de Mobilidade Suave ou Vulnerável!)!. .................

Recordo que há quase 300 anos já os nossos engenheiros militares Carlos Mardel, Ludovice, Manuel da Maia, Reinaldo Manuel dos Santos com D. João V e a população de Lisboa com a sua contribuição através dos impostos sobre a carne, a palha etc, ofereceram à cidade esta obra ímpar de arquitectura e engenharia na transposição do vale  com 127 arcos em 941 metros e 3.5 metros de largura.

Se conhecemos e admiramos os 21 arcos de volta perfeita e 14 em ogiva do aqueduto na transposição do Vale com certeza que sabemos dos 2 caminhos laterais com 60 cm (1 de cada lado )!

Teremos ainda medo dos empurrões de Diogo Alves ou do apelo dos 65 metros aos desesperados da vida!..?

Mas actualmente todos sabemos das técnicas de segurança quer para estes medos ou os possíveis vandalismos a um tão belo Monumento Nacional! Certo?



Já há muito que o Aqueduto das Aguas Livres perdeu a função para que foi desenhado e construído. Mas neste profundo  vale deve a beleza e a história perverter a sua outra função? _ A de viaduto para deslocações suaves sobre o vale profundo.. Ou seja permitir de um modo fácil a árdua travessia do vale para pessoas a pé, com carrinhos de bebés ou até compras, skaters, patinadores, e claro os que mais cobição a abertura permanente do portão poente_ Os ciclistas em deslocação diária ou lúdica :)

A ciclovia que atravessa o vale de Alcantra já existe
Sim existe mas está  é encerrada ! :)
Então Museu da Água?

Saudações Desportivas.

Eliseu
A 17 de Maio de 2013, seriam umas nove da noite, realizou-se uma corrida de bicicleta em contra- relógio aberta a todos, organizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo com base numa investigação histórica da Ana Santos.

O que vos vou relatar é a primeira recriação de uma antiga corrida na Calçada da Glória realizada no inicio do século XX.

É a competição que conheço de mais curta extensão, 265 metros e parece-me que com o declive mais acentuado de toda a Volta a Portugal - Aproximadamente 18% de inclinação.

Difícil se não se for a passo de caracol!

Participaram cerca de cento e cinquenta atletas, amadores e profissionais, entre os quais este que vos vai descrever a festa… A “icónica” Festa Desportiva.

Quis estar por dentro e inscrevi-me.


Trata-se disso mesmo, uma subida em glória e para a Glória, qualquer que tenha sido o resultado dos atletas participantes.


Quem viu sabe que participaram pessoas de todas as idades, a partir penso que dos 17 anos, e de ambos os sexos.

Foi uma glorificação do ciclismo urbano sem duvida. Senti isso.


Sabia que iriam estar muitos ciclistas que vivem da e para a modalidade, e após o primeiro treino que fiz poucos dias antes à noite, depois de sair um pouco exausto do trabalho, reparei que deveria ter menos 25 anos para que nos últimos 25 metros o coração não tivesse que estar àquela bombagem exagerada!...eh! Eh!.


E percebi que a calçada, os carris em área estreita, e a inclinação a 17,7% (é o que dizem) sairia facilitada depois de uns treinos de estratégia adaptativa ao local.


Umas rodas grandes, uns pedais ligados a uma corrente, e ainda o auxilio de umas mudanças de desmultiplicação, tornam o ciclismo nesta cidade dita de colinas muito fácil.


Quando tento convencer os amigos que Lisboa é quase plana, há alguns que olham para mim com um ar paternalista de quem me julga saído de um hospital de loucos, e tentam explicar-me devagarinho que a cidade tem as suas colinazinhas.
Só tinha subido à Glória há muitos anos, num desses passeios “Pela Cidade Antiga” que terminam em churrasco (ainda existem?), e nessa altura subi com as duas rodinhas pequenas que esticam a corrente e pensei que era um herói quando cheguei lá cima.

Há mais de 15 anos que ando na cidade diariamente, nunca mais voltei a subir a calçada da Glória e nem imaginam as vezes que vou ao bairro alto!


Agradeço à F.P.C. o ter-me aberto de novo este caminho muito mais curto, da Baixa para tão excitante zona da Cidade Alta.


...... E com um SOM PODEROSO que se espalhou por toda a Cidade, pareceu-me, TODA A CIDADE, é dito TODO O MEU NOME COMPLETO...


Senhor E..... P.....A..... ao pódio....

Estrutura metálica húmida (o pódio), bicicleta, pedais de encaixe, piso adjacente molhadíssimo (calçada polida),... e perspectiva das 4 linhas de carris polidos em direcção ao céu. Ou seja, todo um conjunto de fragilidades reunidas em vésperas de um momento tão poderoso e exigente, era confrangedor.


Está pronto?

Aí estava de facto, finalmente, o meu minuto de Glória! (sorrisinho! convém lembrar!)


5.. 4... 3... 2.. PARTIDA.
O meu modesto nome a ser berrado em megafones, flashes de fotógrafos e de filmagens, gritos de motivação e incentivo, palmas, e tudo passado num corredor estreito a caminho do Céu de Gloria, balizado ainda por umas superfícies de grades que separavam um intenso publico entusiasta. Foi de facto uma experiência única.

Teria, com aquele incentivo, batido SEM DUVIDA o meu recorde das sete vezes que subi nessa semana, quando por lá passava à noite, ou até ao meio dia a caminho de casa.


Tive pena de ter que esvaziar os pneus de 110 para 40 psi, e de subir sentado no selim, coisa que nunca faço quando subo. Sem essas duas idiossincrasias a bicicleta recusava-se a sair do lugar!

Teria sem duvida ganho uns segundos (sorriso campionês!).


Mas ao fim e ao cabo o que ganhamos todos?... Mesmo aqueles que fizeram metade do meu tempo? Eu sei e digo, se mo permitem - GANHAMOS a certeza que de facto a cidade pode ser plana se nós quisermos. (que mania a minha! sorriso tímido!)


Explicando-me melhor, treinar a subida da Glória faz com que todas as outras ruas INCLINADAS da Cidade DEIXEM de o ser - pelo menos pareçam não o ser! (agora sorriso bastante mais largo!)


Nota final:

Estivemos todos de parabéns, mas em especial o Ricardo Marinheiro pelos seus 39,76 segundos, e claro, a minha velhinha Pro Flex 957 pelos seus 76 segundos.

Ela, como calculam, é já um ícone do BTT dos anos 90 e na atualidade está toda transformada para estrada. Penso que em breve será requisitada para um MUSEU!:)



Boas Pedaladas.

Desde que me tornei adepto dos meios de mobilidade urbana ditas suaves, nunca interpretei Lx como uma cidade difícil de nos deslocarmos. A tal das muitas colinas.
Até porque comecei primeiro a andar em Lisboa em patins, influenciado pelas sextas à noite do "Randonnées" de Paris, que como sabem reúne todas as sextas-feiras no mínimo 5.000 patinadores.

Num certo Verão, comigo presente, contaram-se até 10.000 entusiasmados e loucos patinadores, com escolta de policia de patins e de mota à frente a interromper o transito para a passagem segura desta enorme massa.
Imaginam o desespero de quem fica transversalmente agarrado a um volante numa sexta à noite a ver passar dez mil patinadores cheios de satisfação e euforia?

Juntamente com o grande Tó-Slalon o Guilherme e  alguns alunos de Urbanismo da Faculdade de Arquitectura que se voluntarizaram ao projecto, tentamos trazer este evento para Portugal. Estávamos em 1997(?)
 Agora_todas Sextas_21horas_junto ao
 McDonald_Campo Pequeno
 Não funcionou!… inércia desportiva ou ingenuidade da nossa parte! Os dois cartazes da imagem são dessa época...tem 19 anos :)
E assim, antes de perceber que andar  de bicicleta em Lisboa era fácil, andei de patins.

Irritavam-me as irregularidades das calçadas e deslocava-me sempre no alcatrão, rápido aprendi a saltar do passeio para o alcatrão. Ainda não se sabia que os lancis nos passeios, e nomeadamente junto às passadeiras, dificultam a circulação de cadeiras de rodas ou carrinhos de bebes ou de compras!Outros tempos!

As rampas, entre as muitas superfícies planas que a cidade possui, eram atravessadas por meios mecânicos públicos, ou dito de outro modo, autocarros, metro ou elétricos. Andar no meio dos carros é ter necessidade de ter radares em todas a direções, e quanto mais móvel e flexível, mais seguros nos tornamos.
A adrenalina como calculam tem que estar a 100%, tipo alleycat.

Umas rodas grandes, uns pedais ligados a uma corrente, e ainda o auxilio de umas mudanças de desmultiplicação, tornam o ciclismo nesta cidade dita de colinas muito fácil.
Entretanto Lisboa tornouse mais plana! ...o piso está ao nivel das melhores cidades  europeias e o perconceito "colinomania" diminuiu de frequencia !
Agora...Em 2016 temos um outro grupo a formar-se para promover uma verdadeira ....ROLLER FEVER _.Encontros e ronda nocturna urbana de patins em linha....
"vamos meter Lisboa a apaixonar-se pela patinagem urbana".  diz  nos Miguel Resende a sorrir!

A partir de Março de 2017 quando deixar de chover e de fazer frio vamos voltar ao asfalto.
O projecto consiste :
Já foi_Sextas _ 21horas
Junto ao

 McDonald
Campo Pequeno
 _ Todas as sexta Feira pelas 21 horas juntar Patinador próximo do novo McDonald do Campo GRANDE..(a meio do parque _ junto ao lago) e divertir mo -nos patinando.

.... Promovem o Evento.. Miguel Resende, Carlos Saraiva, Rodrigo Rubio, Francisco Belini, Enzo, Eliseu, Alexandra Matos Reis, Miguel Candeias.


AGORA É NO GALETO...amanhã   não sei !:)

Vou tentar explicar porque ando em contra-mão e passo sinais vermelhos.
Pois! :)
Uma nova trindade parece que está em jogo nos conceitos sociais: os tradicionais valores europeus de liberdade, igualdade e fraternidade foram substituídos no século XXI por conforto, segurança e sustentabilidade.
Pelo menos é o que nos diz Ren Koolhas e eu comungo, também quando põe em causa as cidade ditas inteligentes e os sistemas de segurança integrados.
O ser humano parece que criou um ideal baseado numa ordenação de valores estruturantes onde a liberdade e a responsabilidade descaracterizam  qualquer procedimento utópico ou mesmo consciente mas que esteja  para alem da sua possibilidade e depois  os transformam em valores sociais . E ai de quem os questione!


Então  porque ando em contra-mão e passo vermelhos?
Porque incorro nestas infrações inquestionáveis avessas da razão e mais próximas da emoção inconsciente?

Já está a franzir a testa e nem leu até ao fim!
Dê me uma oportunidade para explicar ..s.f.f... :)

Não passo um vermelho ou ando num sentido proibido (em rua calma) no espaço estanque entre duas liberdades opostas, mas naquela área entre duas responsabilidades que a fragilidade de um ciclista deve aproximar e que deve ser-lhe permitida.

Deve ou não a nossa liberdade perpetuar-se na sensibilidade e inteligência de todos sem que as regras criadas para o êxito deste consenso nos restrinjam?
Sim... Não... Talvez?


Pois faço-o com uma razão! Porque me parece que ao cometer estas atrocidades ao código da estrada estou a ser super consciente e seguro não incomodando senão o espírito formatado em regras inquestionáveis de alguns condutores automobilísticos mais sitiados nos formalismos e conceitos enraizados.

É evidente que as regras do código da estrada têm que ser conhecidas por todos e cumpridas. Sobretudo por todos os condutores com veículos que se deslocam através da força motora.
O seu incumprimento tem um risco e uma pena.
Acho bem!
Que penalização e condenação deve ser aferida ao ciclista?

São de facto dois incumprimentos muito desiguais, mas que pagamos caro qualquer que seja a desobediência aos códigos desenvolvidos nos mais de 100 anos da evolutiva tecnologia automóvel.
Pagamos com a incompreensão, a critica, a indignação e a reprovação por vezes muito feroz.

Não somos veículos sem motor como nos querem fazer crer...
Somos pessoas (peões) que nos movimentamos com a nossa força física, a destreza do corpo como quem anda ou corre, só que usando um auxiliar que, apesar de mecânico, é leve e sem um motor que auto movimenta uma estrutura pesada e que na cidade ocupa sempre mais de 5 metros quadrados de área - o espaço mínimo de implantação dos chamados veículos automóveis!

Não temos áreas nem grandes volumes a transportar!
Chateia-o ver passar um peão pela passadeira com sinal vermelho quando está a rua deserta?

E um ciclista com a bicicleta pela mão?... Já não está tão seguro!..

Defendo que todos os utentes do espaço urbano que se movimentam na cidade devem ter como código o uso das 5 elementares regras cedidas pelos 5 sentidos.
Passas os vermelhos, é incompreensível, dizem me os amigos!...

Só cumpres as regras que te convêm! Se tens direitos tens que ter deveres perante terceiros... argumentam ainda os meus amigos e conhecidos, ou algum policia quando me apanha a infringir!..

E eu calmamente tento explicar a razão desta minha atitude que fui criando na deslocação diária de bicicleta em meio urbano e que se transformou numa postura, na minha perspetiva, sensata e ponderada.
Vamos então a uma breve descrição (significativa!)


SINAIS COLORIDOS

Determinar o tempo e o nosso modo de reagir não com o que os sinais nos indicam mas de acordo com a oportunidade (bom, isto fica entre nós!)...

"Olhemos com atenção todos os movimentos da cidade sem nunca nos fixarmos na sinalética"

Vejo muitas vezes ciclistas e automobilistas que "passaram no código" com os olhos fixos no semáforo. Só à espera da permissão do verde! E automaticamente arrancam, cegos, com a passagem do vermelho ao verde.

Um ciclista, como já referi, não transporta toneladas, nem tem um motor poderoso e uns travões ABS!
Pedalo, penso e aconselho-me: "Segue prudente, destemido(a), determinado(a), usa sempre a cautela como companheira, o capacete como acessório e a mão na manete da tua segurança: o travão".

Temos sorte por Lisboa não ser como Xangai ou Londres.
Londres a cidade onde vi uma grande quantidade de biclas brancas.
Em muitos cruzamentos confrontamos-nos com esses monumentos de consternação e de aviso de quem desejou preservar a memória do ciclista injustamente e fatalmente acidentado.

Leu acronica Bicicletas Brancas de Londres?
Do Oriente vem a construção da massa critica - a única maneira de juntos imporem um direito.

Repito para mim com tranquilidade: “Podes passar vermelhos, andar em sentidos contrários, mas deixa sempre passar tranquilamente o cidadão que se desloca a pé”.
A prioridade deve ser cedida sempre ao mais fraco.

Imagino que no futuro o ciclista terá prioridade sobre qualquer veiculo motorizado e nenhuma sobre o peão!
O Tempo virá conciliar verdades e incertezas!


25 de Abril de 2015 (quando escrevi a crónica!).
Salgueiro Maia (Capitão de Abril sob o comando de quem ainda tive o prazer de estar alguns anos depois da data histórica de Abril, na Escola Prática de Cavalaria de Santarém) quando se dirigia com a sua unidade pesada para Lisboa com o objetivo de derrubar o regime de Marcelo Caetano parava nos vermelhos e esperava pelo sinal verde...
E esta, heim?


Quem terá sido que um dia me disse: "Respeita o vermelho mas insurge te sempre contra a tirania do habito e da certeza” ...Que é ao fim e ao cabo o Vermelho como símbolo do Proibido.
Contraditório, ?

Tenho para mim que os constantes conflitos dos opostos se harmonizarão no tempo sem ter que passar pelos aforismos de Heraclitus ou pelo dialetismo de Grham Priest!

O Big Brother de George Orwell há muito que é uma realidade, basta perceber o nosso interesse pelas casas dos segredos para perceber que observar a casa da vizinha, julgarmos e votarmos com os nossos juízos de valores a vida dos outros, se tornou um acto trivial.

Se entrámos na era da contradição, da densidade, da velocidade, com o valor da vida humana refém da sublimação das experiências sensoriais, também se reestruturou e alterou a ordem espaço temporal, talvez glorificando o tempo em prejuízo do espaço que o sujeito já não ocupa porque se dissipam os lugares.
Atualmente até para um museu ou escola não é fundamental que o seu espólio ou função se desenvolva num espaço físico!

Cada vez mais também ocupamos e dignificamos o nosso espaço mental e definimos a nossa personalidade.

Há tempos, num canal de televisão talvez a propósito do terrorismo que já está dentro da nossa sociedade e não vem de fora, um teólogo da igreja católica criticava a frase mais emblemática e que sempre me irritou a propósito da liberdade.

Chamava a atenção para que a nossa liberdade, dignificação do sujeito como ser, não termina quando começa a liberdade do outro, mas propaga-se infinitamente. Até para que o outro possa comungar da liberdade de cada um e cada um da liberdades de todos.

É um conceito que deita por terra o julgamento de quem está confortavelmente sentado num automóvel com o motor à espera do verde para acelerar repentinamente e se irrita com o ciclista que calmamente passou o vermelho porque não olhou para o sinal mas sim para a oportunidade!


O que gosto de sentir nos voluntários do Refood ou da Vida e Paz não é só a sua misericordiosa bondade para com os mais fracos, que surge sempre através de um forte preconceito, mas a consciência da vulnerabilidade humana.

Dignifiquemos de novo a Liberdade e a Responsabilidade agora com o auxilio do bom senso :)
 Foi difícil de entender?...! Ok, não estás de acordo_ Respeito :)


OBS: Quando na cidade formos mais que os automóveis...Então ai ...resigno me :)

Saudações Desportivas
Eliseu

Andei a enganar os meus Amigos durante estes últimos 7 anos com passeios de bicicleta ao dizer que Lisboa é quase plana, que só tínhamos que conhecer o relevo e ligar os sítios pelas inclinações mais suaves das superfícies da sua bela e suave morfologia...
E referia sempre com convicção que andar no meio dos carros é tranquilo e seguro!
Tudo mentira...
Lisboa é dura de pedalar, difícil e perigosa!
O pior de tudo ainda é o seu quase incontornável relevo...
Se vais dos vales para os planaltos e procuras as subidas suaves vais ter que pedalar durante muito tempo e vão-te sair na rifa sempre os mesmos percursos...
Uma canseira e uma seca!
Claro que usei os mais arrojados pretextos e divagações para tentar ludibriar os convidados dos meus passeios, mas a maioria desconfiava e mandava "bocas". Até atiravam sorrisos irónicos ao meu árduo trabalho...
Sim, nem calculam a frustração e trabalheira de planificar ingloriamente a velha Cidade que abraça o TEJO com trajetos (as rotas) que a meus olhos pareciam planos...
Claro, tinha que engolir toda a incerteza e sarcasmo dos amigos.... Pois, pois. Os meus amigos e convidados tinham razão!
O que é curioso é que de tanto mentir e omitir, quase me convenci de que Lisboa é de facto uma cidade fácil para pedalar! Um local muito aprazível e de nível...
Falso.
Bom... Com as elétricas... AS GIRAS que estão agora POR AI... estou a descobrir que os Lisboetas afinal não são preguiçosos. São é vaidosos, gostam de chegar aos seus locais de compromisso bem apresentados, quer de roupa quer de modo de deslocação.
Se chegarem de Rolls-Royce Phantom tanto melhor...
Suor é algo que destrói a imagem  E estão a aderir a estas biclas que não dão canseira nenhuma.
...Com as GIRAS até a minha geografia de percursos mudou radicalmente...
Com elas na força 5 estou sempre a pensar no percurso mais curto, que mais suba e menos desça.(Adoro subir de GIRA!).
É precisamente tudo ao contrario da minha forma de pensar sempre que planeava um passeio e fazia os intermináveis reconhecimentos!
Estas bicicletas partilhadas que se estão a implantar na cidade - as GIRAS - estão a fazer milagres e vão mudar o paradigma que se entranhou no mais intimo de todos os Lisboetas e que me irritava ao ponto de berrar que eram todos uns preconceituosos.

Eliseu33


Porque não temos um  EQUIPAMENTO PARA A PRÁTICA DE DESPORTOS OLIMPICOS E DE LAZER.em pista de gelo coberta?


  • Portugal e a Grécia são os únicos Países Europeus que não têm uma Pista de Gelo de carácter permanente e com as dimensões que permitam a prática das cinco modalidades Olímpicas em vigor.

Até o País que no passado insistimos em conquistar tem uma.. Sim, Marrocos tem uma pista de gelo autêntica!


  • Lisboa para além de Atenas são as únicas Capitais  Europeias que não têm uma Pista de Gelo de carácter permanente e com dimensões que permitam a prática das cinco modalidades Olímpicas em vigor. 
Madrid tem várias....

Mas então o que se passa connosco...?

Qual a razão para que nunca tivesse havido um investimento nessa área? Reparem que...
.. Nem Estatal nem Privado!                  Medo? ..... (...só somos arrojados pelo mar adentro e temos medo do frio ?)
....Preconceito? 

Se me permitem.... No meu ponto de vista há várias formas de provar a um Promotor muito receoso da aplicação económica ou mesmo do  negócio com este equipamento (pista de Gelo) num  País quente como o nosso é um bom investimentos.    E num futuro próximo um grande êxito a todos os níveis.

Em minha opinião basta que: 
  1 – Provar, através de um estudo económico e sua apresentação, que uma boa gestão de funcionamento criará a curto prazo lucros que ultrapassam rapidamente o investimento e a dispendiosa manutenção energética.
Temos bem perto de nós um bom exemplo_  O mais recente recinto onde os Linces Lusos ( equipa de hóquei no gelo de Portugal) vão jogar ... _Em GRANADA!

2 - Provar que é possível baixar o custo da manutenção, do equipamento e da construção da obra permitindo ao investidor uma maior tranquilidade na Gestão, que se pretende também sustentável, mas que de facto tem alguns riscos por não estarmos num País com tradição nas modalidades praticadas em recinto de gelo e por sermos um povo com preconceitos infundados em relação a uma pista de gelo.


É do segundo ponto que, como arquitecto, que vos vou descrever. Deixo o primeiro para os Gestores, Economistas e Profissionais da área. Ok?


No ponto 2 entendo que há ainda dois modos de abordagem.

Uma forma que há anos me parece óbvia de abordar o aliciamento para a obtenção de pistas de gelo neste País solarengo e de temperaturas amenas.

A maioria dos residentes no nosso Pais tem a ideia estabelecida de que somos "uma linda terra de pescadores, muito sol e extensa costa com muita areia e praias". Em parte é verdade... E a Serra da Estrela e o Gerês não são Portugal?

No imaginário e na fantasia de grande parte dos portugueses a palavra GELO não existe nem mesmo nas terras frias como a Covilhã, a Guarda ou Bragança... Mas, vamos ao Google e podemos descobrir que todas essas terras tem grandes piscinas Municipais, que como sabemos para aquecer precisam de excessivos gastos de energia.

Realmente nunca temos temperaturas de 50º negativos, como acontece nalgumas cidades do Canadá ou do Norte da Europa. 

Pensamos que o desporto tradicional é a bola em campos relvados (como sabemos, muito caros em manutenção) e que como lazer devemos praticar desportos de praia como o surf. (onde agora a Nazaré é rainha).

Nunca se fala dos Campeonatos de Esqui ou de Snowboard na Serra da Estrela, e eles ACONTECEM com frequência :)

Quais são então em minha opinião as duas formas mais fáceis de aliciar Promotores para a construção de uma grande infraestrutura sem tradição nem (ainda) motivação no actual contexto Nacional?

Então:

A - Para os Promotores Privados de facto o exemplo do recinto novo de Gelo da cidade de Granada onde actualmente estamos a realizar o torneio é o mais apropriado, se juntarmos as energias sustentáveis alternativas (como por exemplo os painéis fotovoltaicos que podemos ver na imagem que adiciono do MARL - Mercado Abastecedor de Lisboa).

E se a construção tiver em consideração bons materiais térmicos Nacionais de revestimento e contenção térmica, como é o caso da nossa cortiça, tanto melhor.

Para além das Tecnologias Solares, ditas activas de aquecimento de água e de produção de electricidade (fotovoltaica), aconselhamos para o nosso clima a utilização das chamadas tecnologias Solares Passivas - CLIMATIZAÇÃO NATURAL DOS EDIFÍCIOS POR VIA SOLAR PASSIVA.

Tudo isto dilui os riscos de investimento e de manutenção se por outro lado, como já muitos de nós propomos, houver um "Estudo de Viabilidade Económica" e de exploração bem estruturado e realista para a amortização rápida do capital investido. (O ponto 1 descrito de início).

B - Um outro meio de se conseguir a manutenção sustentável deste dispendioso equipamento para um Pais onde de facto as temperaturas raramente descem abaixo dos 0º é a aplicação da vantajosa "lei da termodinâmica."

Em que consiste a aplicação da TERMODINÂMICA?

Seria maçador descrever, mas muito simplesmente podemos referir que para se produzir calor é necessário libertar frio... Afaste o frigorífico de sua casa da parede e vai reparar que por trás ele deita frio...

Então temos frio e calor na mesma maquina produzidos por uma fonte de energia.

Assim, uma entidade Pública ou Organismo Institucional que pretende construir ou recuperar uma piscina Municipal (que necessita da produção de Calor) Vimos nós e sugerimos: -Senhor Autarca (Presidente de uma Instituição de Utilidade e Benfeitoria Publica), porque não encosta a sua piscina a uma pista de gelo (que necessita de frio) e, empregando os princípios termodinâmicos satisfaz dois equipamentos ao repartir os gastos, realizando o sonho de muitos cidadãos? :) 

E se a fonte de indução de energia, os materiais e os métodos construtivos forem os mesmos dos aconselhados no ponto (A) temos uma optimização na Obra.

Atenção que no ponto A nunca aconselhamos a construção de dois dispendiosos equipamentos (a piscina!) quando só se deseja um - a Pista de gelo... Seria uma loucura...
No ponto B a pista vem por acréscimo e sedução porque já houve uma vontade e uma adjudicação para uma piscina... Faço-me entender? 

Não é fácil explicar isto :)


Pista de gelo versus piscina. Duas construções? Já pensaste que podem estar no mesmo imóvel com uma única cobertura, fundações e infraestruturas?

Há de facto o gasto acrescido num novo equipamento mas depois a Edilidade Pública fica com dois elementos de persuasão e gratificação para a População a um gasto energético sustentável - ou seja, o mesmo indutor de energia com a aplicação dos princípios termodinâmicos aconselhados, satisfazem e rentabilizam 2 equipamentos essenciais e primordiais para os portugueses - UMA PISTA DE GELO Municipal e uma piscina Municipal :)


Eliseu33_ um dos Loucos !   :)

Bike - (bicicleta)
O nome é inglês mas o objecto é universal, transversal a culturas e modos de vida. Desde que se conhece este objecto como meio de locomoção que os seus adeptos aumentam exponencialmente. Ela é de facto um dos mais promissores objectos de desporto, meio de locomoção e de prazer.

É com a sua tecnologia sempre evolutiva mas derivada da sua simplicidade que continua a ser um objecto de acesso fácil a todas as bolsas mesmo quando muitas vezes a envolvam com as mais avançadas tecnologias ou materiais de ultima geração.

Assim chamar-lhe bicicleta é redutor porque somos só 270 000 000 pessoas no mundo a falar Português e os que leem a palavra BIKE já são pelo menos 500 000 000!



Rides – (passeios)
Como sabe se nos lê, faço passeios temáticos de bicicleta por Lisboa procurando elementos curiosos de cariz antropológico, social, cultural ou histórico que nos aliciem.

Para a observação ser mais profícua habitualmente só há um tema em cada passeio, e também simplificamos ao ter em cada temática um número limitado de objectos para analisar.

Desde há 7 anos que tenho esta paixão e desde então já realizei com a ajuda dos amigos BiclaLx mais de 100 passeios organizados com essa grande componente filantrópica que referimos e tendo como objectivo unicamente  desvendar o que os mais consagrados olissipógrafos guardam nos livros das suas estantes.

Rota dos Poetas, Pelas Quintas de Lisboa, Rota da Arte Publica, Por Conventos e Palácios, Prémios Valmor, Rota por Cheiros e Sabores, por Mistérios e Segredos da Cidade, Rota pela Arquitectura do Ferro em Espaço Publico, Por Galerias e Museus, Rota por Locais de Culto, Rota da Água ...Foram alguns passeios que realizei cm o BiklaLx. De há 3 anos para cá faço os com o grupo EliseuBike

City of Lisbon (cidade de Lisboa)

Temos "limitado" os nossos passeios a Portugueses mas não é justo, pois somos pessoas abertas a culturas variadas, novas tendências, a todas as idades, credos e meios e modos de vida diversos.
Só temos uma dedicação, conhecer os segredos e a cultura que se esconde na cidade usando como deslocação a bicicleta...
Ah! também temos outra limitação! Pretendemos sempre que os participantes não passem dos 10 elementos para que desse modo o interacção entre os seus elementos aconteça. Contudo, não desejamos menos de cinco ciclistas nos passeios para que a energia seja de grupo.

A cidade de Lisboa tem de tudo a todos os níveis.
Desde sempre acolheu e misturou culturas de todos os povos que a procuraram e por cá passaram ou se estabeleceram. Todas essas variedades de raças, religiões e hábitos, características e correntes de pensamento, prevalecem actualmente entre nós e fazem de Lisboa uma das mais cosmopolitas e heterogénea cidade do nosso planeta.

Temos um tesouro entre nós e adoramos desvendá-lo nas suas mais secretas idiossincrasias culturais e sociais e partilhar com quem como nós se entusiasme em fazê-lo.

Queres organizar um passeio por Lisboa.?
..Contacta me por aqui ou liga o 968952775
Eliseu33