Com a ida do P. C. ao caminho de Santiago, vieram me velhas recordações.
Quando temos o saco cheio de lembranças há dias que nos dá para de lá sacar cenas de memórias bem antigas.
Quando era puto sonhava, e agora recordo e desejo ser jovem! Coisas de cota? (sorrisinho!)
Foi a revista Bike, desconfio que o número 7, da qual era na altura diretor P.C. (actual Director da B)que, ao folheá-la, mudou a minha vida para sempre... uf!
Nessa revista, atirada para a minha mão para me distrair e ajudar a compor uma lenta tarde numa esplanada de Sintra por uma querida amiga, escolhi e descobri a magnifica e já mítica Proflex 857.
E também constatei que se organizavam passeios de BTT pela zona saloia preparados por umas magnificas pessoas do Departamento de Desporto da Câmara de Sintra.
Estávamos nos primórdios do BTT, nessa altura não havia maratonas de 3000 pessoas.
Depois de uma prova destas esses trilhos ficam sem arestas e mais suaves? Nos trilhos do caminho pedestre de Santiago já passaram centenas e centenas de milhares de solas e também, nos últimos anos, alguns pneus!

Com a aquisição da Proflex 857 comecei a ir a todos os passeios que se realizavam no Pais!
Nessa altura aos passeios iam 20 ou 30 pessoas, e por esse facto, associado ao cumprimento periódico de um desejo comum, facilmente nasciam amizades e o desporto enraizava-se! Cabra Montez, José Neves, também operavam na natureza.
Não é saudosismo bacoco. Só que com a massificação e as amizades virtuais desvanecem-se os objetivos das amizades verdadeiramente desportivas!
A natureza também fazia parte da lista de amizades adicionadas, e restos de embalagens de barras energéticas nunca ficavam para trás após consumo, com esse típico gesto displicente de desapego. Éramos cuidadosos com a mãe natura.
A cidade para todos, aí pelos anos 1990, ainda era uma afronta. Longe estava da beleza cultural da atualidade.
Havia mais carros nas artérias viáveis, menos rotundas ou túneis. O trânsito caótico da semana e o desespero das limpezas ao fim dela por parte de um dos elementos do casal, empurravam-nos para atividades reminiscentes duma infância distante e feliz.

A banca emprestava para comprarmos brinquedos!
E nessa revista dois BTTistas descreviam o caminho de Santiago francês com todos os detalhes que religiosamente gravei na minha memória.
A revista também ficou à cabeceira dum sonho!
Como chegar a Roncesvailes e tirar a carta de peregrino, como se pode comer e dormir, o que levar, quanto se gasta?
… Essas coisas que agora centenas de nós professoramos com elevada arrogância! eh! eh! (até eu já o fiz!) ... e estou a fazer? ... humm!

Após 3 anos de prática com a nova maquina de duas rodas (ainda a conservo!) aí estava este vosso amigo que agora vos incentiva, a subir para o sud Express rumo a Irum.
Nesse longínquo artigo descrevia-se a fonte que jorrava vinho, falava-se da cruz de ferro e de outras curiosidades…
Os montinhos de pedrinhas que me surpreenderam e impressionaram (comoveram!!!) por acaso nesse artigo estavam omitidos! Conhecem? Falei já deles numa cronica anterior.
Estar em forma e fazer um caminho deste tipo pelos trilhos pedestres montado numa todo o terreno é brutal.
Brutal de bom!… Entenda-se! Apesar de nos primeiros dias alguma precipitação me ter causado contratempos físicos e mecânicos que me molestaram e me fizeram sentir um grande bruto!
- Você é francês? Perguntava a eremita algures num monte ainda perto dos Pirenéus.
- Não! Português, Lisboa…
- Mas olhe que sobe como um francês… Era um elogio…

Estava a galgar em subida acentuada com grandes valas entremeadas de pedregulhos.
Sim, vinha em boa forma de Portugal, mas isso não me impediu de desenhar grandes palhaças no espaço que o caminho tinha para oferecer!
Recordo com angustia os primeiros “tralhos”. E também começar a receber como que uma corrente de pensamentos vinda das minhas origens religiosas a alertar me para o facto de que não estava numa corrida, mas a viver um percurso (tal como é a caminhada da vida) percorrido por locais numa sequência temporal, tal qual é o nosso dia a dia.
Tenho para mim que uma peregrinação deverá ser realizada a solo, sobretudo para não nos distrairmos,  em conúbio com a envolvente paisagística, deixando em aberto os contactos humanos a realizar e a surgir como que vindos do exterior a nós, sempre de pessoas em comunhão da estrada e dos mesmos locais.
Então, despidos de preconceitos e falácias, a amizade surge de fora e não dos amigos que já levamos e com os quais nos confrontamos nos ruídos sem que o percurso surja na nossa essência.
Em minha opinião, se todos os dias repousarmos bastante e tivermos cuidado com o que ingerimos, e se algum tempo antes cuidarmos da preparação física, durante o caminho, qualquer que ele seja, dá se uma purga e o essencial volta.
Desse modo o excesso parece-nos já aleatório e desprovido de sentido.
Lá estava a fonte a jorrar vinho, a bota do ciclista falecido num nicho encerrado, a Cruz de Ferro.
E surge o imprevisto encontro com um casal de ciclistas espanhóis, e a entrada de 7 ciclistas numa povoação já bem no final de um dia da Agosto de 1998, todos quase desesperados à procura de alojamento.
Quem nessa noite nos acolheu foram as freiras de um Convento.
O que o Juan exigiu para o jantar foi massa, MUITA MASSA. Sim, porque após tão enorme esforço necessitávamos de calorias.
Tinha conhecido esse casal dias antes quando por estrada rachei o aro e por alcatrão procurava uma oficina.
No outro dia acompanhei-os um pouco na subida da parte mais dura do percurso e percebi a razão de tanta massa muscular e do cuidado de Juan com a alimentação.
Ele com um cordel puxava a esposa, literalmente, pela encosta acima.
Em tempos tinha também corrido na volta a Espanha.
Ficámos amigos e voltei para os trilhos, e deste modo era natural que nos fossemos encontrando, como de facto foi acontecendo. Esses encontros eram festas como se de velhos amigos nos tratássemos.
Com outros recusei sempre fazer grupo, por mudar desse modo hábitos e ritmos de pedalagem.
Temos que saber estar connosco, e de facto aprendi.


No somatório de muitos km após ter enveredado por uma peregrinação mística, e ao começar a desmontar e a meditar em cruzeiros e capelas de oração, a harmonia de corpo e alma foi surgindo.
A partir do terceiro dia o rendimento físico subiu, a concentração estava ao máximo, e quase não estranhei quando nos dois últimos dias senti a força de Deus.Que outra força era aquela?
Havia como que duas mãos que me empurravam e me guiavam o caminho. A bicicleta, o trilho, e a natureza envolvente eram minhas amigas. Todos parecíamos feitos da mesma matéria e saídos do mesmo lugar. Andará por aí o equilíbrio, a euritmia e a grandeza?

Quando subi o Monte Gozo e cá do alto avistei Santiago, desfiz me em lágrimas e chorei.O importante é o caminho e tinha terminado.Pelo meio conhecem-se personagens de características distintas.
Por exemplo: uma mãe galinha que acompanhava, numa roulote em estilo caravana do GIRO (Vuelta!), o filho que ia numa bicla estradista, e que o punha a fazer alguns km antes da boleia para o albergue mais à frente!

Isso intrigavam-me! Sim, eram italianos. E um dia, já muito depois de Burgos, constatei que a roulote se encontrava estacionada e silenciosa em local aprazível. A minha pessoa seguia lentamente por estrada com a roda rachada em direção ao Sol.
De salientar que aquelas estradas do caminho de Santiago Francês parece que nunca fazem curvas, que são sempre retas em direção ao sol poente onde se encontra Santiago.
Numa dessas retas infinitas onde não havia ninguém, nem carros, nem carroças, nem lebres a atravessar a estrada... só o silêncio e os esbatidos ocres da Província de Leon, oiço abruptamente atrás de mim um grande estrondo!

Olho e observo uns olhos esbugalhados aos pulos e muito comprometidos.
O raio do Imberbe Italiano (aparentemente parecia miúdo mas já andava nos vinte e tal aninhos!) veio bater em mim violentamente numa reta onde não circulava mais ninguém. Poça! Imaginam o susto!
Também o lixei.
Apontei para o aro que trazia rachado e disse-lhe em italiano cavernoso que ele e a sua mamã me tinham que pagar o raio do aro!
E ele abanava nervosa e afirmativamente a cabeça como se de um boneco elétrico se tratasse.
Já me estava a santificar e desmenti... ... ah! mas ele também se assustou!

Eliseu_2013



• Dia - 29 de Outubro (Domingo)
• Local de Saída e Chegada -   Velocité Cafè_ Av. Duque de Ávila 120A
 • Hora de saida _ 10 horas  
• Duração aproximada - 3,5 horas ...( Mas como calculam, depende da conversa e dos fotógrafos!)
• Distância do Percurso - Percurso Completo 17 km ( aproximadamente) :)
• Características -  Percurso quase plano, ... com subidas curtas e não acentuadas_ grau de dificuldade_ baixo.

• Valor da rota _ 5 euros ( inclui roteiro e visitas guiada) 

Descrição do percurso:
Desenhámos uma rota  tranquila,segura, bela e  muito verde, com muitas árvores e esculturas das quais vamos observar atentamente algumas.

Todos já nos deitamos na relva do Parque Eduardo VII ,....Mas será que também  sabemos a sua história?
Quantas esculturas tem este parque?..Sim... mesmo muitas , ..Vamos observar algumas e conhecer uma GRANDE  curiosidade !
 
Quando passarmos no  Jardim do Campo Grande podemos ver refletida na água a Mulher Vendo-se ao Espelho de Canto da Maia, enquadrada talvez num dos cantos mais encantadores da cidade!

E no Jardim Amália Rodrigues contamos um segredo... e  antes quando  passarmos pelo  Parque do Calhau apercebemo nos que estamos num local ideas para um pique-nique como os amigos e vamos descobrir um céu filtrado pelas cops das arvores único...
Depois..mais curiosidades... 

Sim, gostamos de partilhar segredos e fazer descobertas..

 Ainda não estás convencido(a) ?
Então.. :
Vamos passar num viaduto em forma de rais de árvore gigante...Claro que conheces o Viaduto da Galp _ Também conhecido como o aranhiço
, Mas quem o desenhou? E foi construido com que propósito... ? E qual a razão da sua forma..?

Onde fica o Jardim da Quinta da Granja? ..Ok ok,.... mas já reparas te no seu  interessante mobiliário urbano? 

E será que o Parque Quinta José Pinto tem pontos para nos refrescar-mos ? 
Quem  desenhou o parque em que data e que curiosidade apresenta ....? E...Que surpressa há por perto?

o Convite é para a pedalar ( se não chover !) :)  .. , SENTIRMOS  a frescura verde da CIDADE....  e partilhar algumas histórias desses cantos encantados escondidos 

... BORA ?



Notas Importantes:

- A inscrição é obrigatória e limitada a 15 participantes.
Inscreve te em eliseualmeida33@gmail.com e acerta as contas no local de partida com um elemento EliseuBike

- Para os arquitectos e arquitectas inscritos na Ordem É GRÁTIS
A Ordem tal como o EliseuBike desejam os arquitectos(as) a pedalar nas ruas!  :)

- A participação neste passeio é da exclusiva responsabilidade de cada inscrito.
- Eliseu Bike não se responsabiliza por qualquer ocorrência envolvendo os participantes.
- É aconselhável ter seguro para circular pela cidade de bicicleta.

Todos os ciclista urbanos podem e devem fazer um Seguro Anual de Acidentes Pessoais (por cerca de 30 euros)  na F.P.C. (Federação Portuguesa de Ciclismo) ou na F.P.C.U.B. (Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta).

- Aconselhamos o Uso de Capacete
- Quem não tem bicicleta e deseja alugar uma, pode contactar:

Se tens duvidas podes ligar para o Eliseu ( de referencia depois das 18 horas)
T.M. 968 952 775
Saudações desportivas,
Eliseu


Dia 21 de Outubro, às 21:00, irá realizar-se a 5ª Edção do Cycle-A-Wish by Night. Estamos a contar Consigo!
Junte-se a nós e venha passar uma noite divertida a pedalar enquanto contribui para a realização de desejos a jovens e crianças Make-A-Wish! O Passeio de Bicicleta mais cool, animado e solidário do ano volta a distribuir magia ao longo de 8 quilómetros na zona do Parque das Nações.
Dedicado a toda a família e comunidade em geral, a totalidade dos fundos angariados revertem para a realização de desejos a crianças e jovens gravemente doentes, levando um momento de força, alegria e esperança. É pela promoção da prática de exercício físico e da utilização da bicicleta dentro da cidade que o Cycle-A-Wish by Night se realiza anualmente.
As inscrições (6€ adulto/5€ crianças a partir dos 6 anos) incluem t-shirt, água, snack, elemento luminoso e seguro individual.
O valor adquirido reverte na TOTALIDADE para a Realização de Desejos a Crianças e Jovens Make-A-Wish.
Toda a Comunidade está convidada a participar! Junte-se a nós nesta 5ª Edição!
Faça já a sua INSCRIÇÃO! Juntos vamos ajudar a realizar mais desejos!




DIVULGUEM E PARTILHEM SE FAZ FAVOR ...
E33


E o  meu nome é Eliseu, ando todos, TODOS os dias de bicicleta, ou seja, só me desloco de bicicleta ou a pé. (Ah! e de Patins... Até já me esquecia!).
De carro, autocarro, comboio, metro ou avião vou sempre contrariado e aborrecido.
Não gosto de me vangloriar por ter o conhecimento, as técnicas e os segredos de andar com segurança na cidade.
Comecei o ciclismo urbano há mais de 15 anos. É certo que a experiência de andar mais de sete mil dias na cidade me confrontou com muitas das principais dicas universalmente divulgadas por muitos colegas, e que também estão publicadas de forma gráfica ou virtual nestes meios de comunicação.
Só por curiosidade posso adiantar que, se por algum motivo subestimo alguma dessas regras, caio rapidamente na armadilha traiçoeira das situações perigosas e dos acidentes. ...(sou de facto um sobrevivente desta guerrilha urbana! EH! EH!).
É claro que sempre que me pedem posso aconselhar qualquer colega e relembrar a mim próprio o respeito por alguns princípios.
Então ai vão o que na minha consciência considero as mais significativas dicas:

1- Ter uma bicicleta de acordo com as funções, os desejos e o gosto... Quanto mais investir, mais confortável com ela se sente.
Quem lhe vender a bicicleta deve dialogar MUITO consigo e compreende-lo(a). Mas em princípio essa sua bicicleta convém sempre que seja segura a travar, leve, (irá por certo subir muitas escadas, leva-la no elevador...) e bonita para que a admire e respeite, uma vez que com ela irá repartir o seu maior bem - O Tempo.



2- Depois, nunca deixe a bicicleta ancorada nos lugares por onde navega e se distrai, mas guarde-a nos locais onde reside ou que ocupa... Mesmo que de um lugar publico se trate (restaurante biblioteca, fac. Etc).

3- É MUITO IMPORTANTE que arranje um seguro da Federação Portuguesa de Ciclismo ou da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, assim terá menos problemas se estragar outro veiculo... ou a si propria. E leia atentamente o FOLHETO que estes dois organismos, juntamente com a Autoridade Nacional de Segurança Nacional, fizeram para nós e a que deram o nome de "PEDALAR EM SEGURANÇA" (Sim...pode ver na imagem).



4- O EliseuBike tem para cima de cinquenta crónicas que pretende divertidas, cada uma das quais a partilhar uma dica de auxilio ao ciclista urbano.

Claro, não necessita de ler todas!... Divagamos sempre demais para dizer o essencial.
Os outros 7 concelhos mais importantes, para além dos 4 já referidos acima, são:

5 - Ter consciência de que o cumprimento rigoroso do código da estrada se destina essencialmente às viaturas movidas a motor e com massa e peso muito superior ao binómio constituído por si e pela sua bicicleta. Tem que o conhecer, é certo. Para depois usar a visão, o bom senso e a concentração.
Já fui testemunha de ciclistas atropelados por passarem tranquilamente, conscientes dos seus direitos, sinais luminosos verdes!
Bom... Isto não se diz publicamente... Fica só entre nós (sorriso!).

6 - Uff! o numero seis?... Então aqui dou-lhe o conselho que nunca ninguém lhe dará!

PARA andar com maior segurança numa cidade pedale o mais rápido que puder e mantenha-se atento ao extremo... Sim? Só os entregas sabem isto.

7 - Use sempre capacete. Vai surpreender-se se lhe disser que as quedas mais graves que dei foram sempre as mais estúpidas, imprevisíveis ou direi mesmo impensáveis!

8- Sempre que muda de direção levante o braço... Se for para a direita estique o braço para a direita e se for para a esquerda é para esse lado que deve esticar o braço. E isto mesmo se pensa que não vem ninguém atrás de si... Pode vir e não saber...
E depois é um bom hábito que se enraíza e que, se os seus amigos vierem atrás lhe agradecem. É que .não os surpreende nas suas decisões repentinas!

9 - Adquiriu uma bicicleta de roda fina..? Bom... Não está numa cidade alemã... Em Lisboa arranjam os buracos mas demoram o seu tempinho!... Talvez a qualidade dos materiais empregues na pavimentação não contribua para a boa preservação dos pisos...
Não se deixe surpreender pelas crateras que aparecem depois de vários dias de chuva e claro, nem pelas necessárias grelhas metálicas das drenagens de águas pluviais.
Para Lisboa o ideal é andar-se com uma bicicleta de BTT... É esteticamente despropositado mas de benefícios assegurados.

10 - Ande sempre no meio da sua faixa de rodagem... Não seja tímida(o). E só quando sentir uma viatura atrás de si é que simpaticamente deve lhe dar-lhe passagem encostando-se ligeiramente à berma. Talvez até oiça uma buzinadela de agradecimento e não terá um susto pela tangente que receberia se fosse sempre na berma!

...mas continuemos  11- Evite as artérias viárias de mais de duas faixas para cada sentido, e tenha muita atenção sempre que andar em ruas em que os sentidos contrários não forem separados por um separador central. É mesmo perigoso em caso de acidentes frontais!

12 - Convém dizer que nas cidades todos os automobilistas andam muito mais atentos e conduzem com uma maior consciência no cumprimentos das regras que ajudam na prevenção dos acidentes, e que quanto mais automóveis houver a circular muito mais segura será a sua deslocação de bicicleta na cidade... Parece um paradoxo, não é?

13 - Quem tem receio de andar no meio das viaturas automóveis deve circular sempre pelas ciclovias e, não as havendo nos pontos por onde se quer deslocar, deve então usar o Google Earth (ou Google Maps) para descobrir e estudar um percurso pelas chamadas ruas secundárias, as primeiras vias de entrada e saída na cidade, as azinhagas e estradas militares ou, como lhe gosto de chamar, "as cicatrizes do rosto da cidade"... Ande sempre, sempre que possível por essas artérias profundas da morfologia urbana.

14 - E de noite ilumine-se ..a si e à  sua bicicleta., sabe porquê?... Se não lhe derem algumas LUZES antes como as 13 que acabei de lhe dar.!
Compre-as  :)

15 - Por fim, lembrar que há grupos a quem se pode juntar em passeios, como os simpáticos Bikes de Lisboa ou a Massa Critica,..Lisbon Cycle Chic. E claro, o EliseuBike! Que habitualmente uma vez por mês faz passeios culturais para pessoas como a Inês O.

Seja bem vinda à Cidade das Belas Colinas.

BOAS  PEDALADAS  POR  LX



- Sou Português nascido em Moçambique.
- De 1969 a 1976 estudei e vivi na Cidade da Guarda.
- Desde que, em 1977, vim viver e estudar para Lisboa, apaixonei-me pela cidade e comecei a observa-la atentamente e a estuda-la. A sua história, morfologia, antropologia, urbanismo, arquitectura, tradições, mitos e segredos sempre me fascinaram.

Como aluno frequentei a faculdade de arquitectura dez anos, alternando estudos com trabalho.
- Licenciei-me em Arquitectura em 1987.
Exerço a profissão como profissional liberal desde essa altura.

- De 1995 a 2005 voltei à faculdade por mais dez anos, mas agora para lecionar.
Foi uma experiência incrível dar aulas na Faculdade de Arquitectura de Lisboa na Cadeira de Desenho Urbano ao 1º e ao 2º ano.

Introduzi na Faculdade de desenho o desenho de modelo vivo, só lecionado até aí na Escola de Belas Artes, e idealizei, propus e concretizei aulas temáticas de desenho de Rua.

Cada ano, com as duas turmas que lecionava, idealizava dez aulas de Desenho Urbano em dez locais da cidade com características distintas na sua formação, desenvolvimento e evolução urbanos.
Fui aprofundando a investigação e o conhecimento dos lugares no contexto urbano e percebendo a forma como Lisboa foi construída.
Rapidamente, para alem da arquitectura, ao ler o espaço urbano passei a focar me na História da cidade e na sua antropologia.

- Entretanto, também em 1995, aderi de novo ao desporto e ao BTT (bicicleta todo o terreno), para compensar as infinitas horas em posições do corpo incorretas na mesa de projecto e em esboços de arquitectura e por conselho médico.
Antes como aluno na Faculdade tinha praticado intensamente atletismo com reconhecimento em prémios de fundo e meio fundo.

Assim a partir de meados dos anos noventa comecei a praticar ciclismo de montanha com muito entusiasmo e rapidamente comecei a entrar em competições como Federado na F.P.C. (Federação Portuguesa de Ciclismo).

- Ousei participar com ciclistas profissionais na primeira prova de Travessia em BTT ao Algarve.
- Ainda em BTT fiz as etapas todas da Trans- Portugal pela conceituada Ciclonatur e várias travessias horizontais de Portugal.

- Motivado por descrições aventureiras, em 1998 realizei, pelos trilhos do peregrino o meu primeiro Caminho de Santiago Francês, de Roncesvalles a Santiago de Compostela (em BTT, 120 km diários).

Nos inícios dos anos noventa deslocava-me nas cidades com Patins em linha e, apesar de já subir e descer montanhas muito técnicas de bicicleta, ainda tinha muito receio de andar de bicicleta no meio do frenético transito da cidade.

- Em 2000 adaptei uma bicicleta de montanha para estrada e efetuei pela primeira vez a hoje tradicional volta Troia – Sagres, promovida pelo António Malvar.

A partir daí, trocar a deslocação na cidade em patins pela bicicleta foi uma pedalada (ou um passo) e comecei a andar diariamente e a ir para todo o lado de bicicleta, inclusivamente para reuniões importantes de gestão de obra e para as aulas na Faculdade. Isto fez com que fosse assediado por críticas e estigmatizado - Estávamos ainda muito longe do Portugal moderno de hoje.

- Rapidamente tomei gosto em fazer kms em estrada e, de novo incentivado por relatos aventureiros, fiz a Nacional 2 em 2001 em 4 etapas.
A Nacional 2 é a terceira maior estrada do mundo, liga Chaves a Faro (730 km) e em breve será património Nacional.
- Seguiu-se depois o exultante, fantástico, misterioso, caminho de "El Cid Campeador". São 1000 km de Burgos a Valência. Duro mas indescritível em beleza e surpresas.

- Talvez o meu ponto alto em matéria de performances ciclísticas tenha sido em 2009 a "Rota de la Plata", que liga Sevilha a Santiago de Compostela.
Fui um autentico Peregrino, pois saí da porta da minha casa em Lisboa de bicicleta (o meu incontornável cavalo de ferro) e dirigi-me, já a registar os carimbos na carta do Peregrino, até Sevilha...
Entrei no trilho e ao chegar à catedral de Santiago, e depois de receber o diploma, desci até à porta da Igreja de Nossa Senhora do Rocamador de Castelo Rodrigo (que é uma congregação que se dedica à assistência aos peregrinos compostelanos) e é a aldeia dos meus antepassados.

O prazer pela aventura e pelo desporto levou me até hoje, nas férias de Verão, a trocar a praia, por semanas de hóquei no gelo em países onde este desporto é rei (tenho também essa loucura!) - Canadá e Republica Checa, alternando com outras semanas de kms por estradas Portuguesas a descobrir monumentos e estruturas urbanas, vilas, aldeias e cidades do Portugal interior.

Apesar de ter iniciado o ciclismo com o BTT (bicicleta todo o terreno) hoje considero me um ciclista urbano que gosta de passar férias a fazer estrada.
- Fui por duas vezes Campeão Nacional na categoria de Veteranos no Campeonato Nacional Brompton Portugal (as famosas bicicletas dobráveis).
- E de novo primeiro classificado na categoria de veteranos e 3º na geral no V Festival da Bicicleta Urbana - Corrida Brompton, onde entraram atletas internacionais.

- Em 2010 comecei a realizar passeios culturais de bicicleta por Lisboa, influenciado pela maneira como 15 anos antes tinha dado as aulas aos alunos de urbanismo.

Propus-me criar, mais um grupo de ciclistas amigos de Lisboa e da sua cultura, quer seja ela antropológica, monumental ou urbanista, que se juntam para andar de bicicleta e se divertirem com a cultura da Cidade e que querem descobrir uma Lisboa profunda e autêntica.

Desejamos procurar, e se possível descobrir, onde se oculta (em livros, documentes, museus, bibliotecas ou mesmo em arquivos digitais) tudo o que a cidade tem de belo, grandioso, interessante ou só curioso.
Gostamos depois de colocar esses elementos na direção dos nossos olhos e nos lugares que a pedalar se possam percorrer .

Aspiramos retirar essas informações dos arquivos da cidade para os colocar de novo nos locais físicos de onde foram inspiradas e retiradas.
Em cada passeio são selecionados e investigados temas, de um modo simplificado mas não simplista.

Estava assim criado o BiclaLx - Se quisermos podemos até chamar-nos “ciclistas olisipógrafos”.

Tínhamos como objetivo provar que também existe uma cidade com declives suaves, muito bela e humanista e também ajudar quem se quisesse juntar a nós a perder o medo de andar na cidade, no meio dos carros, auxiliado por ciclistas urbanos que também já tiveram muito medo (e têm agora respeito).

- Durante estes últimos sete anos desenhei e realizei em média um passeio temático por mês. Cerca de 80 passeios culturais de bicicleta por Lisboa.

- Também realizei passeios por convite, nomeadamente para a Junta de Freguesia de Arroios e para a BikePoP.

- Tenho o prazer de ter recebido pela quarta vez o convite da Make-A-Wish para criar e organizar uma equipa para guiarmos o balizamento de todo os percursos da Cycle-A-Wish,

Em 2013 transformei o blog BiclaLx no blog ElseuBike, já com o propósito também de fomentar a deslocação em patins por Lisboa e de lutar pela concretização de mais um sonho - Propor para Lisboa o primeiro recinto sustentável de gelo natural e com dimensões Olímpicas.

- Também gosto de recordar com orgulho o convite da Open House Lisboa | Trienal de arquitectura de Lisboa, em 2016, para para criarmos um passeio de bicicleta integrado no programa de visitas.

- E este ano (2017) a Open House Lisboa voltou a convidar o EliseuBike&Co para voltar a fazer parte do roteiro, com uma visita ao Corredor Verde de Monsanto, projecto do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.


Nos dois blogs que criei e desenvolvi, BiclaLx e EliseuBike, publiquei e continuo a partilhar crónicas sobre a bicicleta e as suas idiossincrasias, que relatam muito da cultura, das características e até dos segredos da Cidade de Lisboa através de contos e histórias que sempre pretendo divertidas, estimulantes e com algumas recomendações saídas na minha experiência a andar de bicicleta diariamente na cidade desde 1997, quer chova, faça frio, vento ou muito calor.


PEDALAR e PATINAR sempre foi para mim semelhante, quer no prazer que obtenho quer na aplicação dos músculos. Faço ambos com igual prazer e alguma destreza.

E sempre encaixei os pés em botas que me parecem semelhantes, quer para um fim quer para o outro...
Só que os utensílios utilizados me parecem num dos casos além de mais complexos, muito mais envolventes - refiro-me como é evidente à bicicleta... E no outro a discrição, a integração e a harmonia são mais subtis e uniformes no seu conjunto - os Patins.

Na divulgação e incentivo da mobilidade suave e alternativa pelas vias urbanas, sem duvida que a bicicleta tem ganho muito mais pontos e dignidade. Até porque os apêndices que nos ajudam a bicicletar mais rápido são cada vez em maior número.

Adoro apêndices de reforço para que a deslocação seja de facto mais rápida e eficaz.

Os que mais uso estão todos ligados com a alimentação!
E claro também os físicos saídos do desenvolvimento do corpo.

Sou grande adepto das extensões de agilidade e do reforço dos dorsais e abdominais. Sem duvida outros auxiliares.

Percebi há muito que na bicicleta os abdominais são o melhor auxilio para as acelerações. Sentado e de pé quem nos ajuda mais são uns lombares vigorosos. Não te parece companheiro?

Amigos, eis uma boa dica para ser um ciclista melhor que há uns anos tive o privilegio de perceber quando o estirador de desenho me deu cabo das costas e o fisioterapeuta me pôs a fazer abominais, alongamentos e dorsais, e, contrariando os concelhos médicos me meti no ciclismo!
Comprei então a primeira bicla! (piscadela de olho!)

Não há nada mais agradável do que pedalar ou patinar sem esforço e rápido. Confiante e fluido, como respirar ou dançar.

Hoje temos outras ajudas.

O auxilio elétrico, sim, fundamental.

E se pensa que isso nos irá tornar preguiçosos, engana-se... Em minha opinião irá trazer mais gente para a rua e os mais velozes já não vão necessitar de se agarrarem às viaturas que os podem molestar.

Só que, na opinião deste vosso colega, com auxiliares mecânicos já nos devemos sujeitar às regras gerais de todos os veículos movidos a motor.

Vejam a crónica perversa relativa aos vermelhos e ao contra- mão

Uma pedaleira SIMPLES é uma extensão do corpo tal como uns patins, uma perna de pau ou uma bengala.

Se quando vais de bicicleta (não a elétrica, até porque as elétricas pesam à brava!) um Policia te lembra que agora se há regalias também há deveres para se cumprir, fica ele sujeito a observar um ciclista transformar-se em peão, seguir pela passadeira e pelo passeio com ela à mão... Ou desencaixando as rodas dos patins vê o patinador transformado em peão prosseguir!

E, para enfatizar o ato, naquele dia em que contornei o vermelho no percurso dos peões até levantei a bicicleta (que me ia levar a fazer 150km) do chão, tal e qual uma bagagem de mão.

Patins e bicicletas são apêndices do nosso corpo e não viaturas sem motor como nos querem fazer crer.

Pedaladas e patinagens Felizes para Todos

Eliseu33

1, 2, 3.
Levanto-me do selim e carrego profundamente nos pedais.

- Tens as LUVAS calçadas?
- ...Sim, claro, protegem do frio, das quedas e evitam a formação de calos!
- E onde estão todos os dedos enquanto guias a bicicleta? - pergunta o esperto.
...Então, ...Dentro da luva... Bem agarrados ao guiador!


Resposta errada.

A resposta correcta é:
- Os dedos estão dentro da luva a segurar o guiador de um modo neutro, como se segura uma vassoura, uma pá, um stick de golfe ou de hóquei ou de todos esses desportos de"pau"! Mas sempre, sempre com os ombros descontraídos (apesar do agarrar firme e convicto!).

O Guiador não é a nossa barra de salvação, é o elemento de condução (parece básico, mas é mesmo assim).
E então porque, alem da direcção, não controla também a velocidade? Mantendo constantemente alguns dedos nos travões?
- AH! Pois, quando nos apercebemos de algum perigo, desta forma fazemos-lo imediatamente. Procuramos o travão.
Raciocínio e resposta de novo errados... Digo eu...
É destes assuntos, e de outros que deles podem derivar, que iremos hoje divagar, até alucinar se nos permitem :)

CONTROLE
O tempo gasto na percepção e interpretação do acontecimento não permite ter a atitude adequada para esse perigoso momento súbito e imprevisível, se não estivermos previamente preparados.

Em desportos em que, para alem do braço, há outro elemento antes do móbil de jogo, como o hóquei ou o ténis, por exemplo, raramente se recebe um disco ou uma bola adequadamente se não se tiver a pá ou a raqueta adaptada à previsível circunstancia!... É a chamada antecipação, previsão, estar preparado, que nos bons jogadores é tido como intuição ou genialidade.