Pedalar e Suar
Andar de bicicleta é difícil, mexe com o preconceito, com a gestão de energias e com o nosso espaço de conforto.Desgasta e envolve todo o corpo, desde os dedos dos pés aos dedos das mãos...
Andar de bicla é muito exigente, cansa e desgasta. Temos que dizer isto.
A evolução humana tende a livrar o individuo do esforço e a dar-lhe tempo, prazer e glória. É, não é?
Culpamos a revolução industrial como a grande causadora do problema de massificação e descaracterização da vida social e urbana... Ora vejamos...

A chegada da tecnologia industrial, que vem de facto resolver necessidades da crescente evolução demográfica (e criar outras, evidentemente), e resgatar muita gente que vivia na alegria do campo a trabalhar de sol a sol e que seguia o ciclo e o hilariante ritmo secular dos períodos que a natureza estipula, deu lugar à ambiguidade da produção e evolução do conhecimento criando a ilusão que todos teriam uma vida melhor.

Com uma mudança radical e um esforço inicial grande, (se o valor prevalecer!) de facto na cidade uma maioria ganhou estatuto e maiores rendimentos e deixou de andar de aspecto andrajoso e passou a haver um tecto para cada família _veja a história do vestuário da família ou da habitação social e o aparecimento de utopias - (Familistério de Godin em 1859, por exemplo!).
Acabámos por nos rodear todos de úteis utensílios! Um pouco também por culpa da Bauhaus. Basta olhar à volta... Está a vê-los?
Define-se então que com a Revolução Industrial ao nível tecnológico e a Revolução Francesa nas ideias, se deu a evolução, crescimento, desenvolvimento e por aí fora. Se estiver em desacordo escreva-nos e refile, que nós gostamos de polémica!

Continuemos a pedalar por palavras e ideias...
Nasce, com o desenvolvimento tecnológico, a simbologia do êxito que se associada à lógica, à racionalidade, à massificação e ao valor da quantidade.

...As utopias criaram as cidades ideais e lançaram conjecturas, repito, de que poderíamos com esforço ser todos iguais, e que a tecnologia distribuiria as ferramentas necessárias ao óptimo e elevado desenvolvimento humano, e todas essas novas ferramentas e o urbanismo se esvairiam em conforto... Poderíamos divagar nos conceitos de conforto e bem estar! Automóvel... E ciclismo. (fica para um outro dia!)... Hoje já estou a alongar-me de novo. :)...

A racionalidade platónica que inventa a excelência e desenvolve conteúdos cria também uma outra nova máquina poderosa, de produção e desenvolvimento do desejo, e trata de criar necessidades e dependências - Chega a publicidade assumida.


Será que actualmente a exaustão do vigor da qualidade dos produtos que desejamos criar como únicos e em quantidades exageradas justificadoras de lucro, e distribuir por todos em todos os lugares, encheu-nos e paralisou-nos? ...Não será?...
Parece que somos de facto o resultado da excelência mas também da perversidade, da perfeição e da especialidade que nos suga e dirige para o canal da tirania, da "superlatividade", e também que alguns grupos de produção maciça esgrimem paradoxos e descontextualizações quase desumanas!
...Se assim for é quase natural que de há uns tempos para cá resvalemos no excesso e nos afundemos!

O suor e o cansaço das laborações agrícolas e campestres deixaram de ter prestigio, a máquina guiada com discernimento ao "toque" e ao sabor da inteligência virou exemplo das metas contemporâneas... O transpirar em excesso terá que dar lugar ao suave perfume, e as vestes amarrotadas à camisa alva, limpa, que no branco encontra o seu símbolo.

Se é ciclista diário... ...ou é um ciclista que transpira ou é um ciclista que não transpira... eh! eh!
E o meio termo? aqui impõe-se a dualidade simples.. (outro sorriso!)
Se não transpira... Bom, sem ofensa, faz um simples esboço do que é bicicletar. (Leia até ao fim e não se ofenda!)
E agora nasce o problema... Em tudo o que é deslocação a velocidade aparece e associa-se ao prazer. Então os objectos com meios de elevada potência tornam se sempre perigosos por motivos óbvios (as motas, por exemplo), mas fascinantes, sobretudo para tipos de espírito predador, os tais que os antropólogos classificam de machos!

Mas mesmo sem a potencia surge a velocidade ou a velocidade relativa.
Ai estão o dowhill e as descidas em neve na montanha.
Energia, tempo e espaço, outra trindade que fomenta juízos científicos e nos condiciona.
Mas voltemos à bicicleta...

Onde quero chegar?
Que só há dois tipos de ciclista... E no meio só a passagem de um ao outro... O lento e o rápido... O que transpira (emite cheiros) e o que NÃO gera espontaneamente esses líquidos corporais com odor que todos conhecemos. - Suor!
O que mexe o corpo e que é elástico como um gato VERSUS o ciclista de pau!..o lento e sempre limpo.
Se anda pouco a sua condução é perigosa, tirará prazeres da observação mas não da velocidade e do intrínseco perigo ... Mas pode sempre passear-se com aspecto muito chique... Até o admirarão.
E se tiver uma bicla de bom gosto então parte corações.

Mas se já começou muito lento há muitos e muitos anos e se já fez km e km e até já nem tem pachorra para ler divagações loucas como as de hoje...!
É então um ciclista rápido que até pode encontrar o prazer nesses loucos alleycats, e que de casa ao emprego ou ao encontro com os amigos demora menos que qualquer transporte, desde que seja no perímetro da nossa cidade de Lisboa, evidentemente... É um ciclista que observa pouco a envolvente, mas sente-a, bem como a adrenalina inerente do perigo e da velocidade! (É um ciclista que transpira!)
O que fazer com esses líquidos naturais nascidos do esforço?


Aí tem que contar com o tempo em que, já no espaço de chegada, se tem que refrescar, lavar, perfumar, mudar de roupas … Por vezes até de meias... Pentear-se... Ou seja, apresentar-se com aquele ar que a nossa actual civilização exige...

Meu caro, apresente-se com um ar limpo, caso contrário um dia começa a interrogar-se por que é que se tornou uma pessoa impopular no seu grupo de amigos e companheiros de trabalho, e questiona-se... (outro sorriso... despreocupado!), porque será que quando chego eles saem da sala e por vezes me segregam? Eh! eh!
Infelizmente para nós ciclista urbanos o mito de Titã ofuscou o de Fausto, a mecânica quantitativa de Newton, Copérnico, Aristóteles e Galileu prevaleceu sobre a corrente naturalista, qualitativa e orgânica fundamentada por Paracelso no século XVI e que se perdeu. (leu para onde o levámos? então está a perceber melhor.. :-) ...)

Caso contrario (se Paracelso tivesse sido mais convincente!) os signos e os símbolos da corrente naturalista da MÃE natureza prevaleceriam sobres os sistemas do mundo tecnológico... Brrr...
É por vezes um ciclista rápido que anda de cabeça baixa e acelera... Então lembre-se...
Quando é rápido ou anda muitas vezes por dia sentado no selim, é natural que o meu caro amigo ciclista transporte esses odores descaracterizados de que vimos falando (em linguagem popular, cheira mal.)
E porque estipulamos que o suor é algo pejorativo, está com um problema! (Paracelso não vingou, lembra-se?)..(e se passa muito tempo a pedalar sentado tem outro problema... mas disso falamos outro dia depois de indagar especialistas da próstata!)
Então caro amigo(a) se SUA será estigmatizado porque vive no limite (e não muito longe) do anacronismo de um costume e de um sentimento que criámos e que está em consonância com a época em que vivemos... Tecnológica, burocrática, produtora e consumista de ideais baseadas em iconografias.

Nunca, MAS NUNCA, ninguém lhe vai dizer da pestilência em que incorre fruto de muito pedalar e do possível descuido diário nascido do descontrole de uma logística muito exigente trabalhosa e algo repetitiva e monótona. E mais lhe digo, caro leitor, pode até perder a pessoa amada... (sorriso..mas este triste!)... De tanto pedalar fiquei solteiro... eh! eh! (brincadeira!).
Eu próprio tenho muita dificuldade em dizer a um amigo que está a cheirar mal, para se ir lavar...
Mas...
Se nunca, lhe irão apontar os maus odores que transporta... Então, convém recordar-se sempre que após o movimento deve-se envolver-se em áureas plenas de boas fragrâncias!.. (sorriso malicioso!)
ou...
Se como já referimos há bem poucas décadas as instalações sanitárias como as conhecemos hoje ainda só eram apanágio de espaços nobres, e a evolução natural concedeu-nos o conforto que todos devíamos ter de direito e vamos tendo, NÃO estará na altura de se começar também a exigir zonas de balneário nos espaços laborais para os trabalhadores que se desloquem de modos menos elitistas?

Ou dito de outro modo, começarem a criar-se zonas de higiene intima em espaços públicos e de trabalho para pessoas comuns, uma vez que o esforço e os meios mecânicos mais simples são também actos e elementos naturais!


e PRONTO ...foram as divagações acerca do produto que sempre fabrico quando pedalao ! :)

E desejo de PEDALADAS LIMPAS.








Rota pela Periferia de Lisboa ou Circunvalação pelos limites de Lisboa.

Vamos começar e terminar um passeio de bicicleta longo , mas quase plano pela Lisboa Monumental e do postal ilustrado que gostamos de mostrar a todos os que nos visitam pela sala de estar e das visitas da Cidade de Lisboa__ A Praça do Comercio ( Terreiro do Paço )
 Mas pelo meio vamos paassar e conhecer uma Lisboa que ocultamos e não gostamos de falar dela!...e que muita gente não conhece nem quer conhecer ! _ Chamo -lhe a  indumentaria interior  da grande senhora que de facto Lisboa tambem é :)

Nun só dia vamos ver todas as Lisboas que LIS BOA tem .)
Alinhas ?

Ou seja vamos  pedalar pelos limites geográficos de Lisboa?

Circunscrever com as duas rodas e a pedalar a linha limite que faz a fronteira geografica da cidade.
Onde era  a primeira Circunvalação de Lisboa….
Não sabiam que a primeira passava pela Avenida Duque de Ávila?

Nunca repararam que quando querem atravessar a cidade é fácil se apanharem aquele eixo que agora até tem uma ciclovia ? 

Desenhar um circuito em circunvalação para um transporte vulnerável como é a bicicleta foi difícil.

Entretanto o progresso “pulverizou-nos” a paisagem com vias de muitas faiXas. ...Eixo Norte-Sul, ICs 19, viadutos, túneis rodoviários etc.
Não tenho nada contra o progresso, até anseio pela próxima invenção de transporte individual aéreo, e calculo que os arquitectos e urbanistas vão voltar a ter muito mais trabalho após essa inovação tecnológica.

Os elevadores (invenção de há cem anos) e as escadas ficarão quase inúteis! Todas as fachadas dos edifícios terão que ser adaptadas às novas entradas e estacionamentos individuais na fachada ou mesmo dentro. Sim, porque se irá sair e entrar com essas viaturas directamente dos apartamentos. Mais uma revolução.

E irá caber aos urbanistas e paisagistas a adaptação das vias alcatroadas para espaços de outros usos…. Bom puXem pela vossa criatividade e imaginem o que será!?…
É ficção científica?

OK voltemos à actualidade…
Já estava a divagar 100 uma Sovina à frente…!
Ah! Mas já ia uma!
Dizia…Onde é que ia?

Há já alguns anos que ando a observar a destruição obsessiva de algum património natural nas periferias urbanas.
Não as vou enumerar para não me tornar fastidioso. Vou só recordar e chamar a atenção para um dos mais importantes e a que quase não damos atenção.
Refiro-me às  vias mais antigas, para além das estradas Nacionais e Regionais, as chamadas estradas Militares e Azinhagas.

Como já numa crónica anterior referi, comecei a “bicicletar” fazendo BTT,      (ai ai, não têm lido as crónicas!)      e então como nem sempre tinha tempo para procurar as fantásticas montanhas de Portugal, procurava os caminhos de terra periféricos à cidade.

As toneladas de entulho, frigoríficos, camas, colchões que encontrava foram a minha primeira surpresa, depois tive ataques de irritabilidade que raiava a loucura sempre que um vernáculo caminho era abruptamente cortado por uma auto-estrada, IC15, IC16, IC176….

Dói vermos caminhos antigos, dos quais nos apercebemos da sua dignidade e dos vestígios do passado, serem enjeitados, atropelados, “desestruturados”, aplanados, e até completamente excluídos das propostas actuais de intervenção urbana.

Sabemos e sentimos que em tempos houve centenas, milhares de pessoas que por ali deambularam e viveram circulando.
Construir uma estrada em cima, decepando, interrompendo-os com outras funções por parecer mais importante, é um grande atentado ao património e à memória.

Não vos parece? Solução: construir ao lado e olhar, compreender e respeitar o mais idoso, até que porque sabemos que há VARIAS VELOCIDADES e TEMPOS e MODOS de percurso.

Perguntem a alguém que por ali viveu muitos anos, um saloio, um aguadeiro, um afiador de tesouras, um engenheiro, ou até um pastor, se algumas daquelas pedras que desprezamos, a curva apertada ou vala, não têm um nome ou significado?
Claro que vão até ouvir uma história.



Ainda hoje me arrepio ao recordar-me, após uma curva vindo de uma longa subida, encontrar um mar de pedrinhas, eram pequenos montinhos de pedra que pareciam infinitos. Senti uma energia incalculável. Não me recordo agora em que parte estava do Caminho de Santiago Francês.

Desci da bicicleta. Descobrir um pedra solta foi difícil e claro equilibrei-a no montinho mais próximo… e pensei, Deus fez a natureza, o homem modifica-a com respeito e inteligência, dignificando-a cada vez mais. Não sentem isso quando olham para um bom projecto de arquitectura?

Com criatividade a vida fica mais fácil

Os mapas do actual plano director de Lisboa já nem contemplam as Azinhagas.
Garanto vos que notam a diferença sempre que se cruzarem com uma, (ou mesmo uma estrada Militar) mesmo que não tenha pedrinhas amontoadas e dispersas pelo seu caminho!

E para 2017 o desafio  é semelhante e assim !   :)

"Vem conhecer os teus limites nos limites de Lisboa"

MAIS DETALHES...carrega

OU AINDA  em 


Rota  por Lisboa em Ruínas_ Aconteceu em Lisboa
Este passeio nasce de um desafio a Tiago Carrasco para com ele transformarmos a sua investigação para um artigo de fundo na revista Sábado num passeio urbano de bicicleta para a Bike Pop.

UMA ROTA QUE BREVE VAMOS REPETIR 

 Textos de apelo à acção :    :)

Há uma Lisboa que aparece diariamente debaixo da sua luz reveladora, uma cidade nova, com as suas fachadas imaculadas, as suas lojas de carácter europeu e hotéis que ressuscitam paredes antigas. Mas há também uma Lisboa esquecida, que passa despercebida aos olhares de nativos e turistas, lugares abandonados em enclaves da cidade sobrelotada, que depositam nos seus despojos histórias de um passado pleno de vida, de história e de gentes. São palácios de famílias falidas, fábricas que se renderam à automação, pavilhões desportivos derrotados, hospitais vítimas da pandemia da inércia. A Lisboa abandonada, que desapareceu dos mapas e das brochuras, mas que guarda nas ruínas a sua identidade.
Propomos um passeio de bicicleta por algumas dos mais notórios edifícios devolutos da cidade que, por uma razão ou por outra, ficaram desprovidos de função e de ocupantes, mas que nem por isso deixam de se impor na malha urbana. As barricadas de tijoleira impedem a entrada em muitas delas mas tentaremos explorar o desconhecido das que têm a ruína escancarada. No fim, ficaremos não só a conhecer melhor a nossa cidade e as nossas raízes, mas também os segredos de edifícios à beira do colapso. Ser-nos-à confiado o seu legado, a sua memória histórica, como crianças que ouvem do avô acamado episódios que marcam a sua existência.

Tiago Carrasco


Há sempre um grande fascínio por espaços que no passado albergaram o lado intimo e público da vida de pessoas… Há de facto um encantamento (arrebatamento!) e um enigma no seu contacto.
…O que sentimos ao percorrer um aglomerado urbano abandonado? Um bairro, uma aldeia!
Será isso a multiplicar pelo exponencial do número de habitações abandonadas?
E uma cidade vazia…? Não exageremos. Iremos descobrir 10 espaços abandonados numa bela cidade muito viva e cheia de promessas.
Já olhou com atenção um espaço abandonado e inevitavelmente em ruínas?
Ao olhar espaços e objetos deixados ou abandonados e que sabemos em tempos foram âncoras de vida ou, talvez, matéria de paixão ou desejo, somos testemunhas de um longo e rico testamento.
Há como que uma sinfonia de emoções, mesmo um convite aos sentidos.
Vaguear por uma ruína é algo transcendental, quase nos parece que viajamos para lá do presente sem nunca entrar no passado, porque ao observa-la continuamos ainda presos ao presente.
Mas reparem que nos deixamos sempre naufragar na efervescente contemplação das memórias de passados que imaginamos!
Olhar detalhadamente estes espaços, senti-los, é mergulhar em mares de êxtase e quase nos afogamos nos cheiros, tons, texturas e silêncios!
Quando observo diretamente uma ruína ou uma boa imagem fascinante dela medito obstinadamente  que o que sinto surge da auscultação dos detalhes que a minha memória identifica e transporta do passado, e não, como a minha formação de arquiteto quase impõe, da observação da estrutura dos espaços, dos ambientes esventrados, ou até dos vazios entre os objetos abandonados.

Eliseu Almeida


Uma rota por Lisboa em ruínas? Há ruínas em Lisboa?
Mas não é esta a cidade que está efervescente de reinvenção, de reabilitação e de renovação?
Também é! Mantém contudo na sua malha intersticial um capital de reserva quase feliniana, de uma decadência que roça o romantismo. A decadência, o abandono e o desmoronar contam muitas e extraordinárias histórias a quem as queira e saiba desvendar. – E nós queremos, nós queremos! Como podem ser surpreendentes as descobertas tantas vezes inusitadas que conferem contraste a esta cidade que amamos e que apreciamos sempre mais ao descobrir-lhe as fragilidades, as feridas, os tempos descompassados, o rasgo criativo, mas também a desordem lusa que confirmam a densidade, a história e as histórias das pessoas que aqui viveram antes e que a desfrutam hoje. Cruzar de bicicleta estes verdadeiros mananciais de informação ao vivo e a cores, num tempo em que tanto se nos apresenta virtual, tem tanto de enriquecedor e de experiência holística, que quem experimenta vai certamente querer repetir. Eu vou com certeza porque a cada nova descoberta se me aguça a curiosidade e passa-se a ver a cidade com outra atenção e com revisto e aumentado deleite.

Vera Amorim





Faz já 4 anos que ando a imaginar, planear e gerir passeios de bicicleta por Lisboa com uma componente cultural e de investigação.

Tem sido uma experiência única e fantástica.

Tenho aprendido imenso e feito muitos amigos, e claro também encontrado algumas pedras no sapato que como diz o poeta têm servido para continuar a construir castelos de sonhos e fantasia.

Os 2 passeios que mais adorei partilhar com os meus amigos foram a Rota das Embaixadas e a das Quintas de Lisboa.

São irrepetíveis por motivos óbvios.

Farei mil vezes as rotas de arte Urbana ou dos pasteis de nata, mas não estas que fico a dever à gentileza e simpatia dos diplomatas e das nobres famílias (na verdadeira acepção do termo). Não sou abusador nem oportunista.

Fico-me pelos que as circunstâncias e alguma sorte nos obsequiou.


Estivemos na privacidade de espaços de elevada beleza e conhecemos pessoas de uma grande simplicidade mas descendentes da linhagem das mais nobres famílias. Nos espaços que visitámos sentimos a grandeza das tradições históricas e culturais de Portugal.

Houve pesadas e seculares portas, portões blindados, que se abriram para deixar passar "estilosas bicicletas" em missão diplomática e de cortesia ! :)

Se para abrir os portões das quintas fui persuasor e simpático para abrir as portas das Embaixadas valeu-me ser amigo do maior jogador Checo de hóquei no gelo.


Sobre a Rota das Embaixadas vou copiar o que escrevi no meu blog da altura:

"Com os meus convidados e amigos tive o prazer e a honra de ser recebido em territórios, Belga, Búlgaro, Romeno, Húngaro e Checo com uma quase (digo quase porque espero que quem foi o faça melhor que eu!) indescritível gentileza e simpatia pelos soberanos representantes desses Países em Portugal.”



Próximo passeio:

ROTA PELOS LIMITES DE LISBOA

Saudações Desportivas















O EliseuBike ( ou mesmo BiclaLx) pretende ser um grupo aberto de amigos da bicicleta (e com o EliseuBike também os patins) que compartilham a experiência da utilização da bicicleta ( e patins) como meio de deslocação e, ao mesmo tempo, propõem desfrutar, sempre que possível,  através de encontros , o que de mais belo tem a cidade de Lisboa.

Tentamos e conseguimos provar que também existe uma cidade com declives suaves, muito bela e humanista e ajudamos quem se quer juntar a nós a perder o medo de andar na cidade, no meio dos carros, com o auxílio de ciclistas urbanos que também já tiveram muito medo.( agora respeito!)

Neste blog tenho também algumas Crónicas sobre a bicicleta e patins e as suas idiossincrasias, que relatam muito da cultura, das características e até dos segredos da Cidade de Lisboa, com contos e histórias que pretendento divertidas... E divago ainda por alguns dos meus fados! :)

Gostávamos de repartir o nosso entusiasmo com as Pessoas que connosco fazem visitas culturais e nos lêem.

.. Conclusão:

O nosso Objectivo ( missão ou divisa) é divertir-nos com a bicicleta e os patins, ( repito)  e a cultura ou dito ainda de outra maneira pedalar ou patinar  por a Cultura... ok ?   :)


Curto sempre saber as tuas opiniões e sugestões.

Para concluir, EliseuBike pode se definir como um grupo de amigos da Cidade de Lisboa e das Bicicletas. 
O que nos une é a forte paixão por ambas!
 Em comum temos essa cumplicidade. 
Segundo parece a Amizade decorre dos gostos comuns ou das afinidades e gostos semelhantes.
Se por pertencermos ao grupo ficarmos amigos, tanto melhor... ( curti escrever isto ! .. :) ...)
Mas a equipe que me acompanha podes ser  TU, se acreditar neste projecto, aparecer, gostar do que experimentares bicicletando.  E se desejares responsabilizar-te por alguma iniciativa para bem da bicla e da cidadania e claro, da cultura aparece com o teu entusiasmo.
Próximo dia 25 de Fevereiro 2017 a Teresa Negrão está com a nossa ajuda a organizar um fabuloso  passeio por Teatros de Lisboa
O elitismo, se o houver, está na causa. não na equipe, e, repetimos, a equipe podes ser Tu!

Escrevi isto quando criei o BiclaLx há cerca de 4 anos....E reedito o texto agora de novo   porque  como calculam continuo com os  mesmos objectivos...Ah! OBJECTIVOS... ?


Pedaladas FELIZES para TODOS .
Eliseu


Pelos Limites de Lisboa ( inclui Bairros Sociais)_9 de Julho( Domingo)

Este passeio é já a terceira edição desde que nos propusemos há cerca de 5 anos a investigar e a partilhar uma Lisboa escondida e empolgante! 


Este evento terá a colaboração do arquitecto e investigador Daniel Lobo_ que investiga controversos temas !
E tem também o incentivo do escritor e destacado jornalista Tiago Carrasco
Desejamos que seja a rota mais anti turista que se possa imaginar !


• Dia - 9 de Julho (Domingo)
• Local de Saída e Chegada -  No Terreiro do Paço ( Praça do Comercio)
 ( 9.30 horas)

OBS:  Os lucros deste passeio reverterão para os meninos do Bairro da Torre.
Breve daremos mais detalhes.
Queres saber como foi em 2015_ carrega




Se tiveres questões e  desejares, podes ligar para o Eliseu 
- T.M. 968 952 775
(de preferencia depois das 18 horas)

Saudações desportivas,
Eliseu
100 palavras :)
Edificio Satélite_1981 e Complexo das Amoreiras_1980/1987 ( Prémio Valmor 1993)
 Antiga sede do BNU_1989  ( ...que o vosso guia acompanhou em obra ! :) )
Coperativa Vale Formoso ( obra muito pouco divulgada!)


Nas Olaias encontamos a Estação de Metro mais bela do Mundo?

Obrigado a todos os 15 ciclista que paticiparam nesta rota pela fantástica obra do Professor Arquitecto Tomás Taveira  e que passou tambem por pedaços da minha vida..
E claro um grande Obrigado ao Amigo e  Professor Doutor Carlos Alho pela bela lição de urbanismo e arquitectura que nos foi dando ao longo da rota 



AMEM :)

Proximo passeio  :
Pelos Limites de Lisboa ( inclui Bairros Sociais)_9 de Julho( Domingo)

Este passeio é já a terceira edição desde que nos propusemos há cerca de  5 anos a investigar e a partilhar uma Lisboa escondida e empolgante!


Este evento terá  a colaboração do arquitecto e investigador Daniel Lobo_ que investiga controversos temas !
E tem também o  incentivo do  escritor e destacado jornalista Tiago Carrasco
Desejamos que seja a rota mais anti turista que se possa imaginar !

• Dia - 14 de Maio (Domingo)
• Local de Saída e Chegada -  No Terreiro do Paço ( Praça do Comercio)
 ( 9.30 horas)